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Arquivo do mês: janeiro 2014

Mundo do Trabalho ## Conheça as profissões “mais ameaçadas” pelo avanço tecnológico

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Tendência é de que a crescente informatização continue a substituir algumas profissões. Cargos nas áreas de educação, saúde, arte, mídia, gestão, negócios e finanças são os que têm maior probabilidade de sobreviver aos avanços na tecnologia, aponta estudo da Universidade de Oxford.

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Via BBC Brasil

A crescente informatização, porém, continuará a eliminar profissões, principalmente aquelas que não exigem habilidades criativas, sociais e percepção espacial mais sofisticada. São atividades em áreas como vendas, produção industrial, suporte administrativo, transporte e construção civil.

Os pesquisadores Carl Benedikt Frey, do Departamento de Filosofia, e Michael A. Osborne, do Departamento de Engenharia, analisaram 702 profissões – retiradas de uma classificação americana – segundo a probabilidade de perdas de postos de trabalho devido aos avanços tecnológicos.

Aplicando fórmulas estatísticas, eles deram notas entre 0 e 1 para essas profissões – quanto maior a classificação, maior o risco de desaparecimento.

A fórmula aplicada levou em conta o quanto essas atividades demandam criatividade, interação social, percepção espacial e atividades manuais complexas.

Profissões com maior probabilidade de serem informatizadas, segundo o estudo

– subscritor de seguros (avaliador de riscos em seguradoras)
– técnicos em matemática
– costureiros manuais
– reparador de relógios
– operadores de telemarketing

São habilidades que ainda não foram incorporadas por computadores e talvez nunca sejam. O atual estágio tecnológico não indica que isso seja possível nas próximas duas décadas, observam os pesquisadores.

“Profissões que exigem habilidades criativas e sociais estão imunes à informatização”, disse Osborne, em entrevista à BBC Brasil.

Profissões com menor probabilidade de serem informatizadas, segundo o estudo

– terapeutas recreacionais
– supervisores mecânicos, instaladores e que fazem consertos
– diretores de gerenciamento de emergências
– Assistentes sociais especializados em saúde mental e abuso de drogas
– profissionais de saúde auditiva

O artigo que apresenta a pesquisa explica que a criatividade depende de valores humanos que variam muito no tempo e em diferentes culturas, o que torna difícil reproduzi-los em uma máquina.

Avanço das máquinas

Já as habilidades sociais que não podem, ao menos por enquanto, ser informatizadas incluem a capacidade de perceber a reação das pessoas e entender suas causas, de negociar, reconciliar e persuadir, e de cuidar dos outros, dando suporte emocional e médico.
A limitação atual de computadores e robôs de lidar com formas e espaços não padronizados reduz também as possibilidades de substituição de algumas funções, notam os pesquisadores.

Outras profissões (com notas entre 0 e 1 – quanto maior a classificação, maior o risco de desaparecimento)

Médicos e cirurgiões 0,004
Dentistas 0,004
Psicólogos 0,004
Nutricionistas 0,004
Analista de sistemas 0,006
Clero 0,008
Antropologistas 0,008
Professores 0,009
Gerente de vendas 0,013
Engenheiros 0,014
Gerente de marketing 0,014
Executivos-chefes 0,015
Compositiores 0,015
Arquitetos 0,018
Cientistas ambientais 0,033
Advogados 0,035
Designers 0,037
Gestores financeiros 0,069
Personal trainers 0,085
Policiais 0,098
Repórteres 0,11
Tradutores 0,38
Historiadores 0,44
Pilotos comerciais 0,55
Trabalhadores de construção 0,88
Taxistas 0,89
Padeiro 0,89
Modelos 0,98

Outros avanços tecnológicos, porém, têm permitido substituir mais atividades humanas por máquinas, detalha o estudo. Antes, a mecanização estava restrita a atividades manuais mais padronizadas. O desenvolvimento de sensores cada vez mais modernos e o aumento da capacidade de armazenamento e processamento de dados estão permitindo, no entanto, que mesmo atividades menos “ensaiadas” possam ser executadas por máquinas.

É o caso por exemplo do carro autônomo desenvolvido pelo Google, que é conduzido por seu próprio sistema, prescindindo do motorista.

Esses avanços tecnológicos também vêm permitindo mecanizar atividades cognitivas, notam os pesquisadores. Oncologistas do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, já usam tecnologia da IBM para fazer diagnósticos.

Escritórios de advocacia também usam softwares para fazer pesquisas em leis e decisões judiciais antes dos julgamentos, o que reduz a necessidade de pessoal, embora não ponha em risco a existência da profissão que exige, por exemplo, a capacidade de persuadir.

Mais qualificação

Os trabalhos mais ameaçados com a contínua evolução tecnológica são trabalhos de baixa qualificação. Entre eles estão o telemarketing, caixas, e corretores de imóveis. No caso da construção civil, por exemplo, os pesquisadores de Oxford acreditam que o aumento do uso de partes pré-fabricadas vai eliminar algumas etapas do processo.

O principal desafio para evitar o aumento do desemprego com a perda dessas vagas, portanto, é o investimento na educação para desenvolver as habilidades criativas e sociais das pessoas, diz Osborne.

O estudo se baseou em 702 profissões categorizadas pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos. Embora os pesquisadores não calculem quantos postos devem ser fechados, eles estimam que haja risco elevado de perda de vagas em 47% das atividades americanas nas próximas duas décadas.

Para Osborne, essa é uma tendência mundial, mas que deve ser mais lenta nos países pobres, onde a mão de obra é mais barata e há menos recursos para investimentos em informatização.

Opinião ## Tarifa da passagem R$ 2,22 é possível, diz Bruno Pessuti

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O relator da CPI do transporte, vereador Bruno Pessuti(PSC), afirmou em artigo publicado na Gazeta do Povo que é possível a redução da tarifa do transporte coletivo de Curitiba. A partir de dados da planilha e da investigação realização pela CPI, o parlamentar sustenta que “há indícios de irregularidades e a necessidade de revisão da planilha”.Confira

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A questão da tarifa na ordem do dia

Por Bruno Pessuti*

Ao anunciar o valor da passagem de metrô a R$ 2,45, a prefeitura de Curitiba abriu precedentes para questionarmos com ainda mais veemência o atual valor da passagem de ônibus, subsidiada a R$ 2,70. Como os modais metrô e ônibus terão de ser obrigatoriamente integrados, quando o metrô entrar em operação a passagem de ônibus também custará R$ 2,45?

A pergunta se baseia em um dos instrumentos de um sistema integrado: a tarifa única. Na audiência pública sobre o metrô curitibano realizada recentemente, a prefeitura informou que o valor final da passagem do metrô deverá ser uma composição de cinco fatores: os custos de cada um dos três consórcios de transporte coletivo de Curitiba, o custo da tarifa dos ônibus metropolitanos e o custo da tarifa do metrô.

Como confiar no custo do modal ônibus se esse custo foi investigado pela CPI do Transporte Coletivo, que apontou indícios de irregularidades e a necessidade de revisões na planilha, que contém 70 itens e compõe o custo de todo o sistema hoje existente?

Como relator da CPI, me debrucei sobre as informações que nos foram repassadas, utilizei meu conhecimento técnico de engenheiro mecânico fazendo e refazendo cálculos para descobrir o valor real do serviço de transporte coletivo. Por isso, defendo que é possível, sim, baixar com responsabilidade a passagem de ônibus e chegar a R$ 2,22. Mas, para isso, precisaríamos de uma ação enérgica do Ministério Público, da Justiça e também da prefeitura.

Assim como precisaríamos da mesma força de vontade para implementar uma boa solução para a integração multimodal: o bilhete único, modalidade tarifária que usa o tempo e não o número de viagens. Dessa forma, com uma taxa mensal de aproximadamente R$ 120 (equivalente a um tanque de combustível), o usuário poderia utilizar quantas vezes fosse necessário qualquer transporte público da cidade dentro do prazo de um mês. E sucessivamente teríamos bilhetes únicos para usar o transporte público por um dia, uma semana, um mês e até um ano. Tudo eletrônico. As integrações hoje restritas aos terminais e alguns pontos passariam a ser possíveis em todos os pontos de parada da cidade.

Reduzir a passagem é possível, assim como a implantação do bilhete único é fundamental para tornar o nosso sistema de transporte mais atraente para os novos usuários. A integração com o carro e a bicicleta em estacionamentos próximos aos grandes terminais de transporte coletivo existentes em Curitiba também é essencial. São iniciativas como essas que farão de Curitiba uma cidade melhor no futuro, voltando a ser modelo de transporte público.

*É vereador e foi relator da CPI do Transporte Coletivo da Câmara Municipal de Curitiba.

Artigo publicado na seção Opinião, do jornal Gazeta do Povo de 28/01/2014.

Eleições 2014: PT afina o discurso para o embate no Paraná

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Do Paçoca com Cebola

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Gleisi tira o sono do ocupante do Palácio Iguaçu

O PT do Paraná está fazendo pesquisas qualitativas e quantitativas mensais para avaliar o quadro eleitoral. E pelo sorriso no rosto de alguns dos coordenadores da campanha de Gleisi Hoffmann, a disputa será interessante.

De um modo geral as pesquisas, quando a pergunta é mais genérica – tipo aprova o governo de Beto Richa – os números são favoráveis ao atual governador. Porém, quando a perguntas são mais focadas – você aprova o sistema de Saúde do governo? ou aprova a educação no Paraná? – a aprovação cai.

Outra informação importante é que a maioria dos paranaenses se considera classe média. Ou seja, falar de bolsa família, bolsa isso, bolsa aquilo, será um tiro no pé.

E são esses elementos que começam a direcionar o discurso de campanha de Gleisi Hoffmann.

Pré-carnaval em Curitiba: Garibaldis & Sacis não é um lugar…

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O Blog reproduz (e concorda com) texto do perfil do Facebook de Ana Carolina Caldas, assessora de imprensa, sobre a polêmica em torno da mudança de local do pré-carnaval em Curitiba, que saiu do centro histórico (Largo da Ordem) e vai para a Avenida Marechal Deodoro. Nos últimos dias, recebi vários e-mails solicitando uma posição do Blog sobre a questão. O texto da Ana é a minha posição. Agora quem quiser brincar no Largo também defendo que o faça. Afinal, o carnaval é uma livre manifestação individual e coletiva.

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Ana Carolina Caldas – Do Facebook

GARIBALDIS NO LARGO, BEM LARGO DO LARGO DO MUNDO…GARIBALDIS NÃO É UM LUGAR…Ai ai hoje to pensando e falando heheh. Sabe eu queria muito que Garibaldis e Sacis continuasse no Largo da Ordem, um lugar tão charmoso. Estamos tão acostumados, tem os bares ali ao lado, etc etc, etc, etc, etc…… Queria que a gente fosse como o Rio de Janeiro: lá tem blocos pipocando em tudo que é canto. Blocos tradicionais na Av Rio Branco, em Ipanema e em Santa Teresa, por exemplo. Ninguém muda eles de lugar. Pelo contrário: Dão garantia, banheiros, segurança (na verdade mais ou meninho, né?…) Pois é, dito isso, eu penso em Curitiba que não é o Rio. Que Garibaldis e Sacis não é UM LUGAR. Penso nos 15 anos de Garibaldis e pelo menos 5 anos arrastando uma multidão.

Eu, no ano passado, me emocionei (3 anos tenho a honra de contribuir na imprensa do bloco) E de cima do caminhão, os caras começando a cantar : Bandeira branca….Ichi, de arrepiar… GARIBALDIS E SACIS ENTÃO NÃO É UM LUGAR, É ISSO AÍ. ESSE NEGOCIO DE RIR E SE EMOCIONAR! Garibaldis e Sacis se ferrou todos estes anos. Há 15 anos cantam de graça todos os domingos! Todos os anos destes 15 anos são eles que correm atrás de estrutura, banheiro, policiamento, fantasia e do dinheiro deles pra poder chegar e cantar (ônibus, carro, bicicleta). E…puxa: mas não é mais Garibaldis e Sacis porque vão fazer o Pré Carnaval em outro lugar! NÃO, NÃO É ISSO NÃO. Garibaldis e Sacis não é definitivamente um lugar. São artistas incríveis que há 15 anos fazem esta festa despretensiosamente. Inventam marchinhas sobre a cidade e conseguiram reunir milhares de pessoas em Curitiba.

Reunir uma galera dessa no Rio, te digo é fácil. Mas em Curitiba: eu afirmo que tem muita gente que aprendeu a gostar de carnaval por aí. GARIBALDIS E SACIS É UM BANDO DE LOUCO DO BEM QUE VAI FAZER ESSA FESTA SEJA ONDE FOR. NÃO É UMA CASA DE SHOWS, UM CORETO, UMA RUA, UMA CIDADE.

No ultimo domingo Garibaldis e Sacis esteve na Boca Maldita. ( te juro, tinha dúvidas que a coisa acontecesse animada…) E foi maravilhoso! A mesma alegria de sempre entre as pessoas que lá estavam pulando e dançando. Então, agora tem sim nossa, a minha opinião sobre tudo isso. Mas é outro assunto: não é carnaval. Ë outra coisa. Eu vou agora desse jeito QUERENDO QUE GARIBALDIS VÁ ALÉM DO LARGO DO LARGO DO MUNDO. Agora se você quiser dar uma olhada na Marechal pra reclamar, vai lá. Tenho certeza que vai voltar pra casa assobiando …” Vamos levar nossa alegria por ai, vamos brincar com Garibaldis e Sacis!” Afinal, isso contagia!

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Um precedente perigoso para a vigência plena do estado de direito e da democracia

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Uma portaria normativa de Garantia da Lei e da Ordem, n° 3.461 – Ministério da Defesa, de 19 de dezembro de 2013, implanta uma operação militar para situações classificadas como de perturbação da ordem e elenca, numa linguagem típica dos anos de chumbo, as medidas necessárias para conter as chamadas forças oponentes -movimentos, pessoas, grupos de pessoas- que aparecem no texto com a sigla “F Opn”. A portaria, tudo indica, será o instrumento utilizado para reprimir possíveis protestos populares durante a realização da Copa do Mundo de Futebol. É, de fato, uma medida de corte autoritário, considerando que o nosso país não vive nenhuma situação de guerra civil, terrorismo ou insurgência. É mais um “legado” nefasto do evento da corporação FIFA.

As organizações populares e sindicais, a esquerda política e social, as entidades defensoras dos direitos humanos, a OAB, devem lutar de forma decidida para evitar a implantação desse entulho autoritário, um precedente perigoso para a plena vigência do estado de direito e da democracia em nosso país.

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Governo Dilma deve assegurar o amplo direito de manifestação durante a Copa

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VEJAM UM RESUMO DA PORTARIA NORMATIVA

Garantia da Lei e da Ordem, Ministério da Defesa

PORTARIA NORMATIVA No 3.461 /MD, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2013.

(…)

– Operação de Garantia da Lei e da Ordem (Op GLO) é uma operação militar conduzida pelas Forças Armadas, de forma episódica, em área previamente estabelecida e por tempo limitado, que tem por objetivo a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio em situações de esgotamento dos

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instrumentos para isso previstos no art. 144 da Constituição ou em outras em que se presuma ser possível a perturbação da ordem.1

– Forças Oponentes (F Opn) são pessoas, grupos de pessoas ou organizações cuja atuação comprometa a preservação da ordem pública ou a incolumidade das pessoas e do patrimônio.

– Ameaça são atos ou tentativas potencialmente capazes de comprometer a preservação da ordem pública ou a incolumidade das pessoas e do patrimônio, praticados por F Opn previamente identificadas ou pela população em geral.

(…)

3.2.4.1 Por se tratar de um tipo de operação que visa a garantir ou restaurar a lei e a ordem, será de capital importância que a população deposite confiança na tropa que realizará a operação. Esta confiança é conquistada, entre outros itens, pelo estabelecimento de orientações voltadas para o respeito à população e a sua correta compreensão e execução darão segurança aos executantes, constituindo-se em um fator positivo para sua atuação.

(…)

4.2.2.3 Inteligência

4.2.2.3.1 O minucioso conhecimento das características das F Opn e da área de operações, com particular atenção para a população que nela reside, proporcionará condições para a neutralização ou para a supressão da capacidade de atuação da F Opn com o mínimo de danos à população e de desgaste para a força empregada na Op GLO.

4.2.2.3.2 A atividade de inteligência deverá anteceder ao início da Op GLO, sendo desenvolvida, desde a fase preventiva, com acompanhamento das potenciais ações das F Opn. A produção do conhecimento apoiará as ações das forças empregadas e fornecerá dados para o desenvolvimento das atividades de Comunicação Social (Com Soc) e de Operações Psicológicas (Op Psc).

4.2.2.3.3 A utilização dos conhecimentos oriundos de órgãos de inteligência externos às FA exigirá um plano de inteligência adequado à situação, buscando a efetiva integração desses órgãos, antecedendo a ocorrência de fatos motivadores do emprego das FA.

(…)

4.2.4.2 Ações dissuasórias devem ser adotadas para que as ameaças identificadas não se concretizem, evitando, assim a adoção de medidas repressivas.

4.2.4.3 Esta dissuasão deve ser obtida lançando-se mão de todos os meios à disposição, podendo incluir o Princípio de Guerra da Massa, que fica caracterizado ao se atribuir uma ampla superioridade de meios das forças empregadas em Op GLO em relação às FOpn.

Portuários em todo país cruzam os braços nesta quinta (30) durante 24 horas

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Trabalhadores cobram reformulação dos planos de cargos e salários, fim da terceirização na Guarda Portuária e definição sobre o plano de previdência

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Os trabalhadores que atuam nos portos brasileiros irão promover uma greve de advertência durante 24 horas a partir das 7h desta quinta-feira (30). A paralisação envolverá os portuários que atuam em atividades típicas do Estado como segurança, engenharia, entrada e saída de veículos e autorização para o embarque e desembarque.

O movimento dá sequência à paralisação nacional de seis horas que atingiu Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Alagoas, Rio Grande do Norte e Pará.

A pauta de reivindicações trata de três pontos: a criação de barreiras para a terceirização da Guarda Portuária, a reformulação do plano de cargos e salários das empresas e a definição sobre o plano de previdência complementar da categoria, o Portus.

“Essa é uma agenda dos trabalhadores das empresas estatais que está construída desde o final do ano passado, para dar conta de uma série de reivindicações que não foram atendidas pelo governo federal”, aponta o secretário-adjunto da Saúde do Trabalhador da CUT e presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra.

O dirigente explica que o plano de cargos e salários está defasado e não atende as necessidades dos trabalhadores que estão no mercado, tampouco é capaz de atrair aqueles que estão fora.

“As empresas atuam de forma precária sob o olhar de uma gestão eficiente, tanto do ponto de vista profissional quanto salarial. Na maior delas os planos são antigos e defasados.

Muitos portuários já atingiram o auge do nível de avanço e quem vem de fora, via concurso público, não enxerga perspectiva de crescer. “Tanto que aproximadamente 40% dos concursados que entraram nos últimos oito anos estão deixando as empresas porque querem crescer na carreira”, aponta.

Sobre o Portus, o dirigente destaca que a briga com o governo se arrasta há mais de quatro anos. O fundo de pensão é dividido entre as administradoras portuárias e os trabalhadores, mas as patrocinadoras (Companhias Docas) e a União estão em débito com o plano. A estimativa da FNP é que ultrapasse R$ 4 bilhões.

“Na época do governo Lula, conseguimos um aporte de R$ 450 milhões, que ajudou o Portus a respirar nesses últimos anos. Mas esse dinheiro acabou. O plano está sob intervenção há mais de três anos, que já foi renovada seis vezes, e o prazo final é dia 31 de janeiro e queremos uma resposta do governo com relação à dívida de todas as empresas e da União”.

A dívida sobre os benefícios afeta 11 mil ativos e pensionistas. Com os dependentes, considerando três pessoas por família, o número chegaria a mais de 30 mil pessoas.

Os portuários cobram ainda que o governo apresente os resultados de um estudo elaborado por um grupo interministerial criado para auditar a dívida do Portus. De acordo com a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), o levantamento foi concluído e agora depende de decisão da Casa Civil.

“O governo federal criou um grupo de trabalho exclusivamente governamental para analisar as dívidas e necessidades do fundo, mas não tivemos nenhuma posição sobre a avaliação que é fundamental para essas vidas”, critica Guterra.

Negociação na Previdência e na Previc – A FNP tem reunião agendada para esta quarta-feira (29) na Previc, que controla os fundos no Brasil. Uma audiência também está marcada para o dia 5 de fevereiro com o Ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho.

“Ao final da greve, vamos fazer uma avaliação deste movimento para ver se vamos continuar com uma postura mais radical ou se haverá negociação com o governo”, finalizou Guterra.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CUT

FIFA vai “criar protetorado” na Agua Verde durante os jogos da Copa

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O bairro da Àgua Verde será transformado num verdadeiro “protetorado” da corporação FIFA durante a realização dos jogos da Copa do Mundo em Curitiba. Ninguém entra e ninguém sai sem passar pelos checkpoints que serão instalados na região. O transtorno para os moradores locais vai além da questão da mobilidade. A FIFA também determinou uma série de regras para o funcionamento do comércio local, incluindo o controle da propaganda de produtos nas fachadas dos estabelecimentos. Trata-se de imposições absurdas que as autoridades brasileiras em todos os níveis aceitaram, com um detalhe, sem combinar com a população. O comércio local que esperava faturar algum nos dias de jogos será afetado pela proibição da entrada de não moradores na região.

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Copa: sem legados, gastos bilionários e transtornos para a população

Todo o “miolo central do bairro”, uma zona residencial, de serviços e comércio, será bloqueado, uma faixa que se estende da Avenida Sete de Setembro até Avenida Água Verde. A prefeitura não debateu ainda com a população o “modus operandi” das exigências da FIFA. Ou seja, como vai funcionar o bairro durante os jogos (funcionamento dos equipamentos públicos, o comércio, horário de circulação, mobilidade…).

Fica uma pergunta que não quer calar: Copa é prá quem?

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