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Arquivo do mês: junho 2013

Comitê Popular da Copa promove debate sobre Arena da Baixada na UFPR

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 O Comitê Popular da Copa 2014 – Curitiba – promove debate sobre os custos da obra da Arena da Baixada, o interesse público e privado em jogo e o controle da sociedade durante a realização do evento. O debate acontecerá na segunda-feira(1) às 19hs no salão nobre da Faculdade de Direito da UFPR – Praça Santos Andrade.

Opinião ## Os três desafios de Dilma Rousseff

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Por Luis Nassif  – Via seu blog:

O governo Dilma Rousseff tem três desafios.

O primeiro, superar o momento atual do esculacho, o enorme desabafo nacional que sacudiu todo o país. Os movimentos já atingiram o epicentro e começam a refluir.

O segundo, o de recuperar o protagonismo político e abafar o movimento “volta Lula”, ensaiado por setores do PT e do empresariado.

Bancada por duas grandes empreiteiras, recente pesquisa de opinião analisou perdedores e ganhadores do movimento das ruas. Dilma e Geraldo Alckmin (governador de São Paulo) caem, Dilma um pouco mais, Alckmin um pouco menos. O PT despenca e, junto com ele, o PSDB e Aécio Neves. Marina Silva sobe um tanto e Lula sobe mais.

Um eventual crescimento do sentimento “volta Lula” teria consequências imprevisíveis sobre a fervura política do país, razão pela qual o próprio Lula tem demovido os entusiastas de sua volta.

O fim antecipado do governo Dilma lançaria a economia em mares revoltos, justamente no momento em que haverá turbulências de monta com a decisão do FED (o banco central dos EUA) em voltar a subir os juros. O país poderia chegar às eleições caindo aos pedaços.

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Sobre o quadro econômico, há a certeza, em setores influentes do empresariado e da própria oposição, da importância de não se permitir o desmanche do governo Dilma.

Também não há interesse em criar uma instabilidade tal que provoque a volta de Lula – como candidato ou em uma eventual chapa com o governador pernambucano Eduardo Campos.

Todos esses fatores são elementos de fortalecimento de Dilma.

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Na última semana, Dilma recuperou o protagonismo político com a proposta de plebiscito para a reforma política e a abertura dos portões do Palácio para interlocutores dos movimentos sociais e de minorias, das centrais sindicais e de outros órfãos do governo.

As lideranças rurais a estimam, as lideranças empresariais acreditam nas suas boas intenções, mas duvidam da sua capacidade operacional.

Assim como nos campeonatos de futebol, Dilma depende de seus jogos para se classificar.

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Terá que mostrar que efetivamente mudou o estilo de governança. As provas passam pela redução da centralização excessiva da sua gestão, pela criação de canais institucionais de participação. O anúncio de uma rede social para que as minorias possam se expressar mostra que entendeu os novos tempos, mas não basta.

Para descentralizar, terá que montar um Ministério competente.

Houve erro nas escolhas de Ministros ou na sua alocação para áreas que não dominam. Aloizio Mercadante seria um ótimo articulador na Casa Civil. No Ministério da Educação, praticamente interrompeu os avanços da gestão anterior.

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No meio empresarial, o grande desafio de Dilma será a próxima rodada de concessões. Se bem sucedida, recupera parte das esperanças perdidas; se mal sucedida, queima a última oportunidade de turbinar a economia no seu governo. Este é o segundo fator relevante.

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O terceiro passo será completar o mais rápido possível os dois passos anteriores, para entrar inteira no grande desafio de enfrentar as turbulências externas e os problemas na conta corrente do país.

Centrais sindicais negam greve geral na segunda-feira (1): “é fria”

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CUT diz que evento criado nas redes sociais não tem respaldo dos trabalhadores

Convocada em eventos no Facebook e postagens no YouTube e no Twitter, a greve geral anunciada para o dia 1º de julho não conta com o apoio das principais centrais sindicais do país. A Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) foram enfáticas ao garantir que não há qualquer paralisação programada para a próxima segunda-feira.

“(O ato de) 1º de julho não é do movimento sindical, de nenhuma central, não é de nenhum sindicato, não é de nenhuma federação. É fria”, alertou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

Segundo o dirigente, os eventos agendados pelas redes sociais estão criando informações desencontradas que não correspondem à realidade. “O Facebook é apenas uma rede social, qualquer um escreve o que quiser. O trabalhador deve seguir a orientação do seu sindicato”, afirmou. “Quem convoca greve geral é sindicato e não eventos do Facebook”, afirma a CUT em nota.

“Nem a CUT nem as demais centrais sindicais, legítimas representantes da classe trabalhadora, convocaram greve geral para o dia 1º de julho”, diz o texto da central sindical, que acusa “grupos oportunistas” pela criação do evento no Facebook.

“A convocação para a suposta greve geral do dia 1º, que surgiu em uma página anônima do Facebook, é mais uma iniciativa de grupos oportunistas, sem compromisso com os/as trabalhadores/as, que querem confundir e gerar insegurança na população. Mais que isso: colocar em risco conquistas que lutamos muito para conseguir, como o direito de livre manifestação”, afirma a CUT. “É preciso tomar muito cuidado com falsas notícias que circulam por meio das redes sociais”, completa a nota.

Tanto a CUT quanto a Força Sindical farão uma grande mobilização no dia 11 de julho. “O movimento sindical não está nessa brincadeira do dia 1º de julho. Todo o movimento sindical, todas as centrais sindicais do nosso País estão convocando para o dia 11 de julho”, disse Juruna. Segundo a CUT, a mobilização do dia 11 de julho não tem caráter de greve geral e prevê manifestações em todo o País por melhorias para a classe trabalhadora.

Criada pelo músico Felipe Chamone, a página no Facebook conclamando para o evento de segunda-feira chegou a ter mais de 200 mil confirmações de presença, mas saiu do ar na última segunda-feira.

Fonte: Terra

Imagem do dia: Fifa, Polícia, Cabral e Paes, alvos da ira popular no Rio

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Faixa no topo de um  prédio no bairro da Tijuca, zona norte do Rio: ira popular

A mentira da Rede Globo ficou com as ‘pernas curtas’

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Muito interessante e pedagógico o vídeo do Canal 9 argentino sobre a cobertura da Rede Globo das manifestações populares que sacudiram o país nos últimos dias. A matéria  revela os percalços dos jornalistas nas ruas e as “barrigadas” monumentais de Arnaldo Jabor. Afinal, como diz as ruas: “Fora Globo, o povo não é bobo”. Confira e tire as suas próprias conclusões acerca do jornalismo praticado pela emissora da família Marinho.

Opinião ## Plebiscito às claras

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Depois das bombas, das cacetadas e das balas de borracha, das trapalhadas, das frases infelizes, das incompreensões mútuas, já se pode perceber claramente quem quer a mudança e quem quer conservar tudo como está em nosso sistema político.

 

Por Paulo Moreira Leite*

 

Até uma criança já sabe que o Congresso não quer e não vai fazer uma reforma política que afaste o poder econômico dos partidos, garanta uma transparência maior à eleição e maior representatividade a nossos partidos. Não é uma questão de adivinhação, de análise, mas de memória.

Sempre que o debate chegou a esse ponto, das medidas concretas de mudança, aquela maioria gelatinosa que domina a política brasileira em tantos aspectos fundamentais se manifesta para manter tudo como está. A última vez foi em março deste ano, quando uma frente partidária matou a possibilidade, ainda que ela tivesse condições de andar pelo plenário.
Foi para enfrentar essa fortaleza irresistível, que está além das alianças de governo e da fidelidade partidária, que surgiu a proposta de plebiscito.
A ideia é muito simples: o povo aprova, em urna, as linhas gerais das propostas de mudança. Em seguida, os parlamentares, seguindo os princípios definidos pelo voto popular, se encarregam de transformar a vontade do povo em lei.
Com esse apoio direto da população, é possível, entre outras medidas, eliminar a contribuição das empresas para campanhas, que permite ao poder econômico alugar o Estado a seus interesses.
Ao contrário do que sugerem nossos moralistas, a origem da corrupção encontra-se aí, neste caminho aberto para negócios clandestinos e tramas interesseiras à sombra do Estado. Não é falta de princípios. São as regras do negócio – inclusive eleitoral.
É compreensível que, nessa circunstância, aqueles que querem impedir uma reforma verdadeira já tenham se alinhado com uma orientação simples: impedir o plebiscito.
Vão fingir e dissimular. Vão gritar chavismo, peronismo, e até, quem sabe, lulismo. Não importa.
O objetivo é estratégico. Sem essa vontade popular expressa em urna, enterra-se aquilo que não lhes interessa. No fundo, no fundo, se tudo ficar como está, talvez com uma ou outra maquiagem, já está muito bom.
Sem plebiscito, chega-se ao mais importante, que é manter o povo, impotente, fora dos debates. A reforma se resolve dentro dos muros do Congresso – e nós sabemos muito bem os interesses que prevalecem nessa situação. São os mesmos que prevaleceram até agora. Aí, se faz um referendo e todos voltam para casa depois de um piquenique no parque.
O problema, em tempos atuais, é que é muito difícil assumir o próprio conservadorismo.
O conservadorismo escancarado compromete a máscara que permite a um neoliberal se apresentar como libertário, apontando o Estado de Bem-Estar Social como forma de opressão e o Estado mínimo como libertação.
O programa de reforma eleitoral dessa turma é contribuição privada para campanha e voto facultativo. Querem transformar o Estado numa ONG, quem sabe um clube.
Não querem que o povo tenha o direito de escolher como se dá o acesso ao Estado.
Este é o debate, agora.
*É diretor da ISTO É em Brasília. Dirigiu a Época e foi redator chefe da VEJA, correspondente em Paris e em Washington. É autor dos livros A Mulher que era o General da Casa e O Outro Lado do Mensalão.

Voz das ruas: PT, PSB, PDT e PCdoB lançarão campanha nacional pelo plebiscito

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Os dirigentes dos partidos de esquerda da base aliada do governo Dilma (PT, PSB, PCdoB e PDT) reuniram-se, nesta sexta-feira (28), na sede nacional do PCdoB, para definir ações políticas diante da atual conjuntura. Uma campanha nacional pelo plebiscito será organizada 

Via Portal Vermelho

Foto: Cezar Xavier

Partidos de esquerda pela reforma políticaNa reunião: Roberto Amaral, vice-presidente do PSB; Rui Falcão, presidente do PT; Adalberto Monteiro, presidente da Fundação Maurício Grabois; Paulo Teixeira, da executiva Nacional do PT; Renato Rabelo, presidente do PCdoB; e Carlos Lupi, presidente do PDT.

O presidente do PCdoB, Renato Rabelo, informou que a reunião inaugura a reativação do encontro dos quatro partidos. “O principal resultado desta reunião é a criação do Fórum Nacional em Defesa da Democracia e do Plebiscito. Um espaço que foi debatido e construído pelos quatro partidos presentes”.

Na oportunidade, foi consenso, entre os partidos, que será deflagrada uma campanha nacional pelo plebiscito. Além disso, já está agendada nova reunião para a próxima quarta-feira (3) em Brasília.

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