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Arquivo do mês: março 2013

Judicialização, uma arma contra blogues e o ativismo nas redes sociais

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A judicialização avança contra blogueiros e ativistas nas redes sociais. Trata-se de uma “arma” eficaz e, agora, recorrente contra blogueiros e ativistas nas redes sociais. Um fenômeno que veio para ficar.  É a luta. A blogosfera e o ativismo nas redes precisam enfrentar mais essa ameaça à liberdade de expressão.

O instrumento da judicialização é o mecanismo usado pelas grandes corporações da velha mídia, de polítícos conservadores e empresas para calar, cercear e liquidar a opinião alternativa, sem o filtro do poder midiático tradicional e dos grandes conglomerados que controlam 0 fluxo informacional e de ideias no país.

Também governadores, prefeitos e outras autoridades públicas lançam mão da judicialização quando são confrontados com fatos e notícias adversas. Ou seja,  a esfera da luta de ideias (portanto, das contradições de visão de mundo e de projetos para sociedade) atravessa o risco da imposição de um determinado e unilateral pensamento, imposto via ações e processos judiciais, com onerosas e pesadas multas.

Nos últimos meses foram alvos da odiosa prática vários blogueiros e ativistas. Para citar alguns casos mais significativos temos  o do blog “Desculpe a Nossa Falha” processado pela Folha de São Paulo, tem o caso do Blog do Esmael(PR) processado pelo governador tucano Beto Richa( multas que ultrapassam R$ 600 mil reais), do Blog doTarso (PR)  com duas multas no total de R$ 106 mil do TRE/PR, a pedido do ex-prefeito Luciano Ducci, do PSB, pela divulgação de simples enquetes,  teve o  caso do Skora(PR) processado pelo deputado federal Ratinho Jr.   Além de processos contra o CloacaNews, Paulo Henrique Amorim, Amigos do presidente Lula,  Rodrigo Vianna e, agora, contra Luiz Carlos Azenha, condenado a indenizar em R$ 30 mil, Ali Kamel, da TV Globo, por danos morais. A lista só aumenta.

Além da ampla denúncia e do apoio organizado aos companheiros, o ativismo nas redes sociais terá novos desafios no plano político: a busca de novos aliados nos movimentos sociais e no parlamento, a disputa no plano judicial em todas as instâncias e a organização de campanhas sistemáticas contra o oligopólio da velha mídia.  Organizar também uma agenda de ações a favor da aprovação do marco civil da internet e da anistia a todos os blogueiros processados.

Opinião ## Viva a Curitiba sem fronteiras

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Por  Gustavo Fruet*

É uma honra ser o prefeito de Curitiba no momento em que nossa cidade completa 320 anos. Isso só aumenta nossa responsabilidade com o futuro de todos que vivem e trabalham aqui. Administrar a cidade onde nasci, além de um desafio, é uma missão. Sempre me preparei para esse momento e quero dedicar os melhores dias da minha vida a esta caminhada.

É tempo de comemorar, homenagear os personagens que ajudaram a construir a história da capital paranaense, e também de planejar o futuro. E o futuro de Curitiba passa, obrigatoriamente, pela integração com os municípios vizinhos. Impossível hoje planejar a capital de forma isolada. Todos os dias, as atividades profissionais, o estudo e as ligações pessoais motivam o deslocamento de milhares de habitantes da região metropolitana para cá. Da mesma maneira, moradores de nossa cidade fazem o caminho inverso.

Oficialmente, Curitiba e os municípios da região têm gestão compartilhada na área da saúde, no transporte coletivo e na coleta e destinação do lixo. Porém, ao longo das décadas, a integração metropolitana rompeu essas barreiras e se concretizou em todas as áreas. Não se trata de dependência econômica ou transferência de responsabilidades.

A integração independe da vontade de governantes. É uma tendência que precisa ser respeitada e, principalmente, administrada com responsabilidade. Prefeituras e governo do estado devem atuar em parceria para que os mais de 3 milhões de habitantes de Curitiba e região metropolitana tenham acesso a serviços públicos de qualidade.

Não há espaço para irresponsabilidades na sociedade do conhecimento e da informação, na qual a imprensa e as redes sociais são poderosos canais de cobrança e fiscalização. Interesses políticos não podem se sobrepujar aos interesses da coletividade. É por isso que insistimos no diálogo e na busca do entendimento.

Desde que assumimos a administração municipal, no início do ano, temos participado de reuniões da Associação dos Municípios da Região Metropolitana (Assomec) e provocado o diálogo sobre temas de interesse compartilhado. Pela primeira vez na história, municípios vizinhos foram convidados a participar do debate para definição da nova tarifa da Rede Integrada de Transportes (RIT). Nesse encontro, 12 das 14 prefeituras que compõem a RIT assinaram manifesto – encaminhado ao governo do estado – em defesa da integração metropolitana e da manutenção do subsídio.

É pioneira também a iniciativa da Fundação de Ação Social (FAS) de incluir os gestores da área de assistência social dos municípios da região metropolitana no debate das políticas públicas sociais. Nos próximos meses, encaminharemos a solução para a questão do lixo, que está sendo atendida paliativamente desde o fechamento do aterro da Caximba. A atual licitação se arrasta, sem desfecho, desde 2008.

Também apresentaremos novidades para melhorar a qualidade dos serviços da RIT e da saúde. Atualmente, cerca de 30% do total de consultas especializadas feitas em Curitiba são destinadas a pacientes não residentes na capital.

Portanto, é inegável a importância de Curitiba neste processo de integração. Mas a reponsabilidade é de todos. A qualidade de vida dos moradores da capital passa diretamente pelo bem-estar de nossos vizinhos.

Comemoramos os 320 anos de nossa cidade com os olhos voltados para toda a região. Viva a Curitiba sem fronteiras!

*É  prefeito de Curitiba. Artigo publicado na edição do dia 29/3 da Gazeta do Povo

320 anos: Eu gosto de Curitiba…

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Homenagem do Blog aos 320 anos da nossa Curitiba.  A música retrata com bom humor o jeito (ou falta de…) do curitibano e fala também dos pontos tradicionais da cidade. Ouça e curta!

Música: Não dê pipoca ao turista
Composição: Carlos Careqa, Adriano Sátiro e Oswaldo Rios
Interpretação: Carlos Careqa e Arrigo Barnabé

Imagens: Marion Buzzetti e Marcos Farion Jr

Charge: A Dra. Morte e o pastor Feliciano…

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MARCOS FELICIANO NÃO ME REPRESENTA   !!!

Imagem do dia: O recado das ruas!

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Opinião ## O fenômeno Eduardo Campos

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Por Elio Gaspari*

Eduardo Campos é candidato a presidente da República. É ou não é? Ele está na base de apoio do governo de Dilma Rousseff. Está ou não está? Segundo o senador Jarbas Vasconcelos, o simples fato de ele ter dito que “dá para fazer muito mais” mostra que é um dissidente. Mostra, ou não mostra?

Nenhuma dessas perguntas foi respondida pelo governador. Seria cedo para fazê-lo, mas, indo-se às ideias que Eduardo Campos defendeu desde a sua transformação em fenômeno federal, vai-se em abissal silêncio. Ele poderia ter ido a uma universidade com um plano para fazer melhor na educação. Poderia ter ido a um seminário sobre saúde pública. Nada.

Foi a São Paulo reunir-se com empresários. Se levou ideias ou buscou apoios, não ficou claro, pois nem ele expôs propostas nem os empresários mostraram suas oferendas.

Até agora, o governador cumpriu uma agenda político-gastronômica da qual resultou uma única informação de conteúdo: o cozido que o senador Jarbas Vasconcelos lhe ofereceu leva carnes de segunda com pirão de farinha de mandioca.

Suas propostas são um acúmulo de platitudes. Diz coisas assim:

“Não há grande incômodo nas grandes massas. Não há na classe média esse sentimento, nem de forma generalizada no empresariado. Mas há, nesse instante, nas elites, grande preocupação com o futuro. Há o sentimento de que as coisas podem piorar.”

Seu melhor momento deu-se quando citou o avô, Miguel Arraes:

“Na política, você encontra 90% dos políticos atrás de ser alguma coisa. Dificilmente eles sabem para quê.”

Não era citação, mas carapuça. Nenhum comensal de Eduardo Campos enunciou o “para quê” e muito menos ele ofereceu uma pista.

Campos propõe-se a “renovar a política”. Durante a passagem da doutora Dilma por seu estado, um veículo do Instituto de Tecnologia de Pernambuco distribuía faixas louvando-o, e uma jovem desempregada de 24 anos contou que prometeram-lhe R$ 20 para carregar a propaganda.

Nas suas últimas campanhas presidenciais o PSDB alternou marquetagens, platitudes e cruzadas religiosas. Deu no que deu.

Um candidato que está na base do governo mas não está é uma contradição em termos, coisa de uma época que passou. Candidatos que se fizeram de rogados foram fritos. Na última eleição municipal deu-se em São Paulo um fenômeno que merece ser estudado por quem pretenda vencer uma eleição majoritária.

Depois de uma campanha na qual o PT tinha um poste e o PSDB um candidato relutante, o asteroide Celso Russomano tinha 46% das preferências na Zona Leste da cidade. Em duas semanas, caiu para 24%, um destaque estimado em 270 mil votos. Ele tinha fama como apresentador de programa de TV, sem partido forte ou tempo de propaganda gratuita.

Na reta final, propôs uma tarifa de ônibus diferenciada: quem fizesse percurso maior pagaria mais. Tradução: o trabalhador que mora longe do serviço tomaria uma mordida. Russomano não chegou ao segundo turno.

As eleições brasileiras não se decidem mais num joguinho de doações, marquetagens e alianças de cúpula. Como nos cozidos, esses ingredientes temperam o prato, mas, sem carnes, nada feito, pois tanto um bilionário como um esfomeado sabem quando não há substância no prato.

*É  jornalista, em sua coluna no jornal “O Globo”

“Ele não tem as mínimas condições”,diz deputada Manuela D`Ávila(PCdoB) sobre Feliciano

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Deputada Manuela (PCdoB-RS)

Em entrevista ao jornal Zero Hora de hoje, a líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Manuela D’ Ávila, avalia a permanência do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos da Casa. Segundo ela, o parlamentar “não tem as mínimas condições” de permanecer no comando.  A seguir a íntegra da entrevista. Confira.

Via Zero Hora

Zero Hora – Como a senhora avalia a decisão do PSC de manter Feliciano à frente da comissão?

Manuela D’Ávila – Os partidos têm autonomia, mas essa é uma situação de contrariedade. Se existe espaço para que um parlamentar tenha posições conservadoras e preconceituosas, não existe espaço para que esse mesmo parlamentar presida uma comissão como a de Direitos Humanos, manifestando posições homofóbicas, racistas e machistas.

ZH – O que representa a bancada evangélica ter o comando da comissão?

Manuela – Não acho que o problema seja da bancada evangélica. O problema é esse parlamentar.

ZH – Que medidas a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos deve adotar agora?

Manuela – A frente acolherá as denúncias e os problemas que chegarem à Câmara. Como uma mulher vítima de violência poderá procurar ajuda na comissão, se Feliciano diz que os direitos das mulheres são um problema? Como um homossexual agredido vai procurar a comissão, se o presidente diz que os gays são uma maldição? A frente receberá essas denúncias e encaminhará aos órgãos competentes.

ZH – Como o pastor tratará temas como a homoafetividade? Manterá na agenda da comissão?

Manuela – Ele não tem as mínimas condições de tratar desses temas. Ele fomenta o preconceito.

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