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Arquivo do mês: janeiro 2013

Desemprego fecha 2012 em 5,5%, a menor taxa da série histórica

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Via Agencia Brasil

A taxa de desemprego do país ficou em 4,6% em dezembro e fechou o ano de 2012 em 5,5%, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram divulgados hoje (31) e mostram que o índice anual é o mais baixo da série histórica iniciada em março de 2002. Antes disso, a taxa de 2011 havia sido a menor da série, ao ficar em 6%.

O resultado de dezembro do ano passado também é o menor da série histórica. O recorde anterior havia sido registrado em dezembro de 2011 (4,7%). Em novembro de 2012, o índice ficou em 4,9%.

O IBGE iniciou a série histórica da pesquisa em março de 2002, por isso não há dado consolidado para aquele ano.

IBGE-desemprego

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Fotografia II: Palestra no Museu Guido Viaro

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O fotógrafo Roberto Lopes faz exposição hoje no Museu Guido Viaro sobre as técnicas e concepções da arte da fotografia. Confira!

“Todos nós podemos caminhar em direção à luz.”(Peregrino da Luz©)

Por que todos nós, homens, mulheres, crianças, estudantes, profissionais, curiosos, espectadores, atores, apaixonados, indiferentes, turistas, cidadãos etc., todos nós podemos ser considerados fotógrafos da era do conhecimento e criatividade?
Através da palestra exclusiva do Museu Guido Viaro “Peregrino da Luz”©, você vai entrar em contato com o espírito vivo e sempre novo da fotografia do século XXI – a fotografia da era do conhecimento e criatividade. Características do Evento:

Serviço

Público alvo: Interessados pelos campos da Fotografia e Criatividade.

Data: 31 de Janeiro de 2013.

Horário: 19:30 às 21:00

Local: Museu Guido Viaro.

Endereço: Rua XV de Novembro, 1348, Curitiba – PR. Telefone: (41) 3018-6194.

Informações: Tel. (41) 9906-5203, ou email: fotografodapaz@gmail.com

Inscrições Abertas. Vagas Limitadas (20). Entrada Franca!

“Venha passar 90 minutos agradáveis conosco!”

Fotografia I: Lambe-lambe digital

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O multimídia Ivanovick apresenta um novo produto na praça. Confira!

Estou iniciando um serviço de fotografia em que além das fotos eu faço a revelação (impressão) instantânea em papel fotográfico de alta qualidade. Isso possibilita atender eventos como aniversários, jantares, formaturas e similares. A idéia é que as pessoas levem consigo as fotos impressas, para que a memória não se perca nos cds, pendrives ou computadores da vida.

Mas se além da foto impressa, preferir levar em cd, ou compartilhar nas redes sociais, a gente faz também.

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Opinião ## Projetos diferentes

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Por Wladinir Pomar*

Virou chavão, tanto de setores da direita quanto de esquerda, reclamar da falta de um projeto para o Brasil. Todos reclamam dessa ausência, como se isso fosse tarefa de outros. Porém, de forma aberta ou mascarada, cada um à sua maneira, colocam em pauta suas próprias propostas.

À direita, por exemplo, o que existe é a tentativa, disfarçada, de retomar o projeto neoliberal, que entrou em colapso, mas ainda mantém seus restos fazendo estragos. Propostas de choque de gestão não passam da pretensão de remodelamento neoliberal, embora isto possa impressionar alguns setores sociais. Ao centro, a burguesia liberal procura um projeto de capitalismo sustentável, de alta rentabilidade e pequena turbulência, como se o capitalismo fosse capaz de unir esses dois aspectos irreconciliáveis de sua natureza.

À esquerda, em princípio, podemos distinguir três grandes projetos. Um, que poderíamos chamar de socialista revolucionário, que pretende liquidar imediatamente o capitalismo e instaurar o socialismo pleno. Outro, de um socialismo socialdemocrata de feição europeia, que supõe possível domesticar o capitalismo, seja através da democracia liberal, ou de uma democracia mais participativa. E um terceiro, que poderíamos chamar de socialismo realista, na ausência de uma melhor classificação, que não considera esgotado o papel histórico do capitalismo no desenvolvimento das forças produtivas, mas supõe possível edificar o socialismo, na condição de possuir um Estado capaz de construir a propriedade social paralelamente à propriedade privada.

Os socialistas revolucionários não reconhecem qualquer avanço ou melhoria nas condições de vida dos trabalhadores e das grandes massas da população brasileira. Além disso, o neoliberalismo e a crise econômica e financeira do sistema capitalista norte-americano e europeu seriam uma demonstração cabal de que o capitalismo teria esgotado sua viabilidade histórica, seja nos países desenvolvidos, seja nos subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Portanto, o único projeto viável para o Brasil seria a liquidação de todos os mecanismos de funcionamento do capital e sua substituição por mecanismos sociais.

Nessa linha de raciocínio, esses socialistas se opõem a qualquer projeto governamental que represente reforçar o capitalismo, seja nas áreas energética e de transportes, seja nas áreas industrial, de construção civil e outras. Qualquer um desses projetos não somente representaria danos ao meio ambiente, como se destinaria a proporcionar maiores lucros às empresas capitalistas. Portanto, governos de esquerda que promovam tais projetos, e coloquem as empresas estatais para realizá-las em parceria com empresas privadas, estariam traindo os ideais socialistas e se transformando em capachos da burguesia.

Os socialistas da socialdemocracia acreditam que o Brasil já não está naquela fase capitalista em que a selvageria econômica era protegida pela ditadura militar. Eles se contentam com os avanços sociais por meio de políticas públicas, do aumento do salário mínimo legal, da criação de milhões de empregos com carteira assinada, da ampliação do sistema previdenciário, da expansão do crédito de consumo e do controle inflacionário. Por esse caminho, com a participação ativa do Estado, passo a passo, o capitalismo seria cada vez mais domesticado, e se tornaria um sistema capaz de suportar uma distribuição menos desigual da renda.

Os socialistas realistas supõem que a selvageria do capitalismo ainda está presente, expressando-se através dos preços administrados e lucros máximos dos oligopólios. O capitalismo selvagem continuaria sobrevivendo mesmo sem a proteção ditatorial. Mas eles reconhecem os avanços sociais das políticas públicas dos últimos anos. Constatam, porém, que nada disso mudou o capitalismo, nem criou uma força social de contenção dos aspectos destrutivos e degenerativos de funcionamento do sistema capitalista. Tal sistema continuaria acumulando, concentrando e centralizando o capital, muito mais rapidamente do que a parte da renda que pode ser apropriada pela classe trabalhadora assalariada e pela pequena burguesia.

Além disso, o sistema capitalista, por sua própria natureza, continuaria se impondo ao consumo, produzindo mais mercadorias-objetos e mercadorias-dinheiro do que a capacidade social de consumo. E corroeria constantemente tal capacidade devido à sua propensão ao avanço técnico e ao aumento da produtividade, expelindo trabalhadores das atividades produtivas. Para piorar, na busca de recursos naturais mais baratos, o capitalismo continuaria demonstrando uma sanha destrutiva sem paralelo na história, tanto na produção industrial, quanto na produção agrícola. E na busca de novas fontes de lucros, persistiria em sua tendência de abarcar setores cada vez mais amplos dos serviços públicos, privatizando-os e tornando-os inacessíveis a grandes parcelas da população.

Nesse sentido, eles se acercam dos socialistas revolucionários e se distanciam dos socialistas socialdemocratas. No entanto, ao contrário dos primeiros, eles consideram que o capitalismo, tanto nos países capitalistas desenvolvidos quanto nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, ainda não esgotou seu papel histórico de desenvolver as forças produtivas a um ponto em que a propriedade privada se torne uma excrescência ou um absurdo. E consideram que quando as forças produtivas chegarem a esse nível, tornando possível superar completamente o capitalismo, a sociedade daí resultante deverá ser uma sociedade sem classes, cooperativa, possível de suprir totalmente as necessidades de cada indivíduo.

Nessas condições, o socialismo, como tem mostrado a experiência histórica, deve ser uma sociedade de transição, na qual os diferentes aspectos do capitalismo serão paulatinamente superados, enquanto os diferentes aspectos de uma sociedade cooperativa serão reforçados. É nesse sentido que o socialismo se apresenta como uma questão atual. As mudanças sociais e políticas nem sempre esperam que o capitalismo esteja completamente maduro para que possam ocorrer. A conquista de parcelas do Estado, por via eleitoral, ou do Estado como um todo, por via de reformas políticas ou de transformações democrático-revolucionárias, pode introduzir mudanças de caráter socialista, paralelamente à presença do capitalismo, introduzindo um processo de transição.

Em geral, a luta política de classes impõe tarefas que podem ir além das condições econômicas e sociais presentes, criando uma situação em que tais condições não podem ser mudadas no mesmo ritmo das mudanças políticas, e mesmo impõem limites a estas. Sem considerar a realidade, ou as contradições do desenvolvimento capitalista, seja em termos globais, seja em ternos nacionais, os socialistas parecem destinados a continuar apresentando projetos diferentes, em especial quando se apresentam situações inusitadas, como as que vivem vários países do mundo atual. O Brasil inclusive.

*É escritor e analista político.

Volta da Aifu, falta de imaginação!

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No calor da tragédia de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, a prefeitura de Curitiba anunciou a reativação da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu). A antiga operação foi caracterizada pela abordagem truculenta e policial, causando diversos transtornos aos proprietários e frequentadores de bares e casas noturnas da capital. A sigla e a ação lembram repressão, estigma de expedição punitiva.

Quem não recorda o fechamento intempestivo e violento do Beto Batata, um espaço cultural da cidade. O que causou a suspensão da Aifu em meados do ano passado. O método de operação policial precisa ser revisto e substituido por uma vistória de sentido técnico, que verifique o cumprimento das normas e padrões de conduta exigidos pela administração municipal.

A prefeitura deve adotar medidas de controle: uma política permanente de fiscalização e prevenção, integração dos organismos municipais na execução da política, mais rigor e transparência na liberação de alvarás e uma mesa de diálogo com as partes envolvidas – poder público, empresários e agentes culturais.

Agora voltar com a Aifu, é no mínimo falta de imaginação.

Coordenador da ocupação na Usina Cambahyba é assassinado

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Cícero Guedes foi morto com 12 tiros na cabeça em emboscada quando saia de bicicleta de uma reunião

Via Brasil de Fato

Cícero Guedes foi executado com 12 tiros na cabeça, na sexta-feira (25/1), em uma emboscada quando saia de uma reunião no acampamento de bicicleta. Nascido em Alagoas, ele foi cortador de cana e coordenava a ocupação do MST na Usina Cambahyba, um complexo de sete fazendas que totaliza 3.500 hectares.

O enterro foi realizado na tarde de domingo, no cemitério Campo da Paz. Estiveram presentes além de familiares, militantes do MST e assentados na região. Carlos Guedes, presidente do Incra, Marcelo Freixo, deputado estadual, e Dom Roberto Francisco Ferreira Paz, bispo de Campos, também acompanharam o velório.

Os órgãos do governo federal responsabilizam o Poder Judiciário pela lentidão para a criação do assentamento. Apenas em agosto de 2012, depois de 14 anos de uma disputa judicial, a Justiça autorizou o Incra a dar prosseguimento à desapropriação das fazendas.

“A situação de disputa fundiária na região entre Campos dos Goytacazes e São João da Barra tem sido agravada pela morosidade na tramitação de processos judiciais que envolvem imóveis considerados improdutivos e, portanto, passíveis de desapropriação para a reforma agrária”, afirmou a ministra da secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Maria do Rosário.

“O caso específico da ocupação liderada por Cícero é bastante ilustrativo: o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária havia determinado, há 14 anos, a desapropriação das fazendas que compõem a Usina Cambahyba. Mas só em agosto de 2012 a Justiça autorizou que a autarquia federal desse prosseguimento à desapropriação dos imóveis”, afirmou a ministra.

“O Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Incra lamentam a morte de Cícero Guedes dos Santos. Assim que tomaram conhecimento do fato, entraram em contato com autoridades competentes solicitando prioridade nas investigações para elucidar a motivação e a punição dos responsáveis por esse bárbaro crime”, cobraram em nota os órgãis da Reforma Agrária.

O deputado estadual Marcelo Freixo, presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio, acredita que Cícero foi executado em um crime político. “Existe um suspeito e tudo indica que foi execução, pois todos os pertences da vítima estavam no local. A região é de muitos conflitos pela grande quantidade de terra. Acredito em crime político”, disse.

“A morte é o sinal da incapacidade dos poderes em ver o que esta tão visível,a impunidade. É covardia não fazer a Reforma Agrária, mais covardia ainda é não punir os assassinos e mais ainda é permitir a lentidão da máquina publica em não realizar a sua parte levando os trabalhadores a morte. Cada um tem um pedaço da culpa. Reagir é necessário, vamos combater os crimes da Reforma Agraria, um dos caminhos é fazendo-a”, avalia Maria de Oliveira, ex-superintendente do Incra em Pernambuco e diretora técnica do Iterpe (Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco).

“Enquanto o Estado Brasileiro não fizer a Reforma Agrária, não tomar uma atitude com relação a concentração de terras, o povo brasileiro, e principalmente os que lutam de forma organizada, continuam morrendo por meio das mãos do poder. Não temos como chegar a paz no Campo sem a Reforma Agraria”, afirmou Oliveira.

Para o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Marcos Antonio Pedlowski, os movimentos sociais devem exigir a apuração e a prisão dos assassinos, além de continuar o esforço organizativo. “Cícero é mais um morto pelos que se opõem à Reforma Agrária e às transformações estruturais que precisamos no Brasil”, acredita o professor.

Opinião ## Mudar, mas sem mudar de lado

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Superado o contencioso que o país viu em 2012, com parte da mídia e a oposição fustigando o governo e o PT, é chegada a hora de aprofundar a política de crescimento econômico e inclusão social inaugurada há dez anos por Lula.

Por Jorge Viana*

Apesar do ambiente falsamente conturbado, com intrigas sobre supostos apagões e descalabros administrativos, 2013 começa com o reconhecimento da maioria da população para os acertos de Dilma Rousseff. Nas últimas pesquisas, seus índices de aprovação ultrapassaram 70%.

Isso é resultado do estágio de desenvolvimento do país. O desemprego está baixo, os juros continuam em queda – no menor patamar da história – e a confiança do brasileiro permanece alta. A arrecadação bateu recorde: R$ 1,029 trilhão.

Além disso, o país está na vitrine do mundo, atraindo investimentos. Pesquisa da PricewaterhouseCoopers revela que o Brasil é o terceiro mercado mais importante, atrás de EUA e China. Além disso, 44% dos empresários brasileiros estão confiantes na perspectiva de crescimento da economia nacional. O país é o 4º em percepção positiva, atrás da Rússia (66%), Índia (63%) e México (62%).

Dilma fez certo ao mudar a agenda, andando pelo país e ampliando o diálogo com o setor produtivo. Nos últimos 15 dias, abriu as portas do Planalto para receber empresários. Na semana passada, um banqueiro anunciou investimentos de R$ 5 bilhões. O país continua um porto seguro.

Isso acontece no momento em que o Brasil vê Lula de volta à política. Apesar da disposição de alguns em manter ataques, a recuperação da saúde deixou Lula disposto a fazer aquilo em que é mestre: política. Diferente de outros partidos que têm vergonha e escondem seus líderes, o PT não esconde os nossos.

A liderança de Lula é reconhecida pelo povo e chefes de Estado. Seu desejo é manter a colaboração com Dilma, aprofundando a participação popular no processo político para coroar a reeleição dela em 2014.

Aliás, bendita hora em que o PT – o partido com a preferência de 24% da população, de acordo com o Ibope – tem à disposição dois líderes capazes de manter serenidade para acelerar a trajetória de desenvolvimento traçado há uma década. Criador e criatura estão mais próximos do que nunca.

A oposição precisa mais do que de torcida. Necessita de um projeto para convencer a população a deixar o rumo consagrado nas urnas. Foram os governos do PT que derrubaram a taxa de desemprego de 10,5% em 2002 para 4,7% em 2011.

Nesse período, Lula e Dilma baixaram os juros de 25% para 7,5%. E conseguiram alavancar o salário mínimo de US$ 56 para US$ 306. Quem melhorou a vida da imensa maioria dos brasileiros, tirando 40 milhões de pessoas da pobreza, não foram aqueles que estiveram antes no governo, mas Lula e Dilma.

Aprendi com um poeta amazônida que nem sempre precisamos de um novo caminho, mas de uma nova maneira de caminhar. O governo e o partido precisam fazer correções e mudar, mas sem mudar de lado. O caminho é longo.

*É senador pelo PT do Acre. Artigo publicado no Site do PT-Nacional

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