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Arquivo do mês: agosto 2010

Cem anos do Timão:a democracia corinthiana

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Sócrates, Wladimir, Zenon, Biro Biro, Casagrande, a democracia corinthiana lutando por eleições diretas, democracia para derrotar a ditadura.
Um exemplo: atletas com consciência da necessidade da participação política. Um ponto alto da longa história do Corinthians.
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VIVA O CENTENÁRIO DO ETERNO CORINTHIANS

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A bela logomarca do centenário do Sport Club Corinthians Paulista que será utilizada em todos eventos, camisas e outros materiais. Amanhã o clube das massas, o timão, completa cem anos de gloriosa existência.

Para toda a nação corinthiana parabéns, muita festa e alegria. Hoje no Parque São Jorge tem inicio as comemorações, que contará com a presença de um ilustre corinthiano, o presidente Lula.

Cinco anos da tragédia de New Orleans e do fracasso da Fema

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Carlos Drummond*
De Campinas (SP)

 Cinco anos depois de New Orleans ser arrasada pelo furacão Katrina e, na sequência, virtualmente abandonada pelo governo de George Walker Bush, a cidade dos Estados Unidos se reergue lentamente e, em grande medida, por esforço próprio. O governo Obama prometeu auxílio, mas até agora nenhuma mudança fundamental ocorreu no sistema institucional de ações emergenciais em catástrofes do gênero. O desmonte ou enfraquecimento extremo do aparelho do estado americano nos anos do primado neoliberal incluiu o esfrangalhamento da agência ambiental FEMA (Federal Emergency Management Agency), fato que agravou em muito as consequências do desastre de 2005.

O virtual aniquilamento da agência ambiental não resultou, no entanto, da incompetência do Estado, conforme a interpretação liberal. A falta de eficiência existiu, não como fruto natural do aparelho público, mas em decorrência da inanição financeira e do raquitismo político impostos pela supremacia do dinheiro à lógica de funcionamento de todas as instituições não privadas.

As agências regulatórias já tiveram mais poder e efetividade de ação. A própria FEMA, no início do milênio, era uma agência eficiente. Até que Bush decidiu, em 2000, entregá-la a um cupincha político sem experiência em catástrofes naturais e outros tipos de desastre. O posto foi apenas um trampolim para ele lançar-se, dois anos depois, à montagem de um promissor escritório de lobby de empresas especializadas na atuação em desastres e grandes projetos de reconstrução. Longe de ser um gesto isolado, a demissão parece ter funcionado como uma senha. Quatro anos mais tarde, dois terços dos principais quadros da FEMA haviam saído para trabalhar nessas empresas ou em escritórios de lobby.

As imagens dos mortos e dos trinta mil desabrigados em desespero no ginásio Superdome retrataram com força o fracasso completo da FEMA, mas a história recente mostra que a decadência de todo o aparato regulatório americano foi um desastre previsível a partir do estrangulamento desse sistema, ditado pelo interesse privado. O mesmo que proporcionou gordo faturamento às empresas especializadas em desastres e aos escritórios de lobby quando News Orleans submergiu.

 *Carlos Drummond é jornalista.

Nova Orleans, cinco anos depois do Katrina

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Por Alessandra Correa*

Em meio a diversos eventos para marcar os cinco anos da passagem do furacão Katrina por Nova Orleans, uma pesquisa mostra que a maioria dos americanos acredita que o país não está melhor preparado para desastres naturais do que estava em 2005.

Segundo o levantamento do Instituto Pew Research Center, 57% dos entrevistados dizem que os Estados Unidos não estão melhor preparados, mas 69% afirmam que houve progresso na reconstrução da área afetada pelo Katrina.

Em 2006, ano seguinte ao desastre, só 56% viam progresso nos esforços de reconstrução.

Desde que cheguei a Nova Orleans, na quarta-feira, pude ver de perto alguns exemplos da recuperação da cidade, cinco anos depois de o Katrina ter deixado milhares de mortos e mais de 200 mil casas danificadas.

O French Quarter, principal bairro turístico, está completamente recuperado. Em várias outras áreas as casas também estão reconstruídas.

Há, porém, regiões em que os efeitos do Katrina ainda são bem visíveis, como o Lower 9th Ward, área pobre às margens do rio Mississippi que foi uma das mais arrasadas pelo furacão e que ainda tem várias casas destruídas.

Caminhando por lá, encontrei por acaso Michael Brown, o ex-diretor da Fema, a agência que responde às situações de emergência nos Estados Unidos.

Brown renunciou ao cargo poucos dias após a passagem do furacão, em meio a críticas sobre a atuação do governo.

Ele parece concordar com a pesquisa do Instituto Pew. Em nossa breve conversa, ele me disse que os Estados Unidos correm o risco de ser atingidos por outro desastre natural como o Katrina e que é preciso estar preparado.

Perto dali, no rio Mississippi, puder ver os diques que se romperam um dia após a passagem do Katrina, inundando Nova Orleans, já recuperados.

Resta saber se, no caso de um novo furacão dessa magnitude, eles realmente vão resistir melhor.

* Jornalista BBC Brasil

Blogueiro é censurado por Beto Richa.

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Nota dos partidos políticos em solidariedade ao “Blog do Esmael”, contra a censura e a favor da liberdade de expressão

Os partidos políticos de Curitiba, infra-assinados pelos respectivos presidentes municipais, vêm a público manifestar solidariedade ao blogueiro Esmael Morais que está censurado pelo candidato ao governo do estado, senhor Carlos Alberto Richa, do PSDB, desde a manhã do último sábado, dia 28.
Ao pedir na Justiça pela censura ao “Blog do Esmael” (www.esmaelmorais.com.br), o candidato do PSDB justificou que está sofrendo “abalos emocionais” devido às críticas constantes postadas pelo blogueiro.
Os partidos entendem que alguém que se sente acuado pelas críticas políticas não tem estrutura emocional suficiente para conduzir o Paraná para o pleno desenvolvimento e para enfrentar os desafios e percalços que certamente surgirão pelo caminho.
Os signatários desta nota também entendem que os métodos utilizados pelo tucano para calar vozes contrárias lembram os mesmos utilizados pelos regimes fascistas e autoritários, que lutamos e pensávamos ter derrotado definitivamente.
O Brasil e o Paraná precisam dar as garantias constitucionais aos seus cidadãos para que esses possam se expressar livremente, sem os constrangimentos do legalismo, onde a Justiça prevaleça diante do Direito.
A censura, além de deplorável, atenta contra a dignidade do homem e da mulher. Afronta a democracia e o direito à livre expressão, também assegurada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Os partidos políticos da capital paranaense conclamam a sociedade e os verdadeiros democratas a se manifestar contra esse atentado contra a liberdade de expressão e contra autoritarismo; em defesa do pluralismo de ideias e de pensamento; pela liberdade na internet e nos blogs; pela liberdade de imprensa.
Curitiba, 30 de agosto de 2010.
 
PMDB, PT, PR, PPL, PSC, PCdoB, PDT

Avanço de Dilma é um bom sinal para a campanha de Osmar Dias

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Dilma Rousseff (PT) e Osmar Dias(PDT): aliança para o progresso

Os resultados das últimas pesquisas de intenções de votos novamente apontam para um crescimento consistente, amplo, e acelerado da candidata Dilma Rousseff. Agora a candidata vence em todas as regiões e segmentos sociais. O fato mais relevante da atual pesquisa do Datafolha é a superação de Dilma em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná. A arrancada no Sul do país e em São Paulo praticamente definem a contenda no primeiro turno, o que seria uma vitória política em toda linha do campo popular e democrático, consagrando a força e o prestígio popular de Lula.

Os números também chamam atenção pelo fato da repercussão do crescimento de Dilma nos estados, o que  alavanca os seus aliados. O exemplo do impulso de Mercadante em São Paulo foi significativo. Além disso, a campanha de Dilma tem tido um percurso positivo, ascendente, gerando um clima de otimismo e confiança no conjunto da sua aliança. Serra, ao contrário, apresenta dificuldades de todo tipo, desde questões organizacionais até a falta de um eixo político claro, não consegue articular uma base programática mínima para o embate com Dilma, por isso gira feito um pião sem rumo. É claro que a questão chave, a dificuldade maior de Serra, é ir contra uma gestão e um governo exitosos. E para isso não tem remédio e marqueteiro que dê jeito.

Efeito Dilma

Num cenário de avanço consistente de Dilma, e de queda acentuada dos tucanos, é possível ocorrer um desdobramento nas disputas pelos governos estaduais: um efeito Dilma. O mesmo pode ocorrer nas disputas proporcionais, já existem projeções de uma bancada dos aliados de Dilma em torno de 380 deputados. Neste sentido, o embate eleitoral no Paraná, ainda em aberto, pode sofrer uma forte interferência desse processo, o que pode favorecer a candidatura de Osmar Dias.

No Paraná, o candidato tucano ainda leva vantagem. No entanto,  o cenário político é favorável para o avanço das forças congregadas em torno do projeto liderado por Lula e Dilma e, certamente, isso fará uma enorme diferença a partir de agora.  O caminho é apostar no efeito Dilma.

Dilma supera Serra inclusive em SP e RS

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A pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra a candidata a presidente Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, com mais de 20 pontos sobre o candidato do PSDB/DEM/PPS José Serra. Dilma é a preferida de 49% dos entrevistados. O novo levantamento também indica que Dilma lidera agora em segmentos antes redutos de Serra. A petista passou o tucano em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná.

Em São Paulo — estado governado por Serra até abril e por tucanos há 16 anos —, Dilma saiu de 34% na semana passada e está com 41% agora. O ex-governador caiu de 41% para 36%. Na capital paulista, governada por Gilberto Kassab (DEM), aliado de Serra, ela tem 41% e ele, 35%.

Já no Rio Grande do Sul, a candidata saiu de 35% e foi a 43%. Já Serra caiu de 43% para 39% entre os gaúchos. Serra se mantém ainda à frente em alguns poucos estratos do eleitorado. Por exemplo, entre os eleitores de Curitiba, capital do Paraná, onde registra 40% contra 31% de sua adversária direta.

Outro dado relevante e que indica um mau sinal para o tucano é a taxa de rejeição. Dilma é rejeitada por 19% dos eleitores, taxa que se mantém estável desde maio. Já Serra está agora com 29% (eram 27% semana passada) e chega a seu maior percentual neste ano.

Que a campanha de Serra está fazendo água, as próprias pesquisas de opinião estão aí para provar. Serra sabe que bater em Lula pode lhe causar grandes prejuízos. Fica a alternativa de bater em Dilma. Pior, pois o povo sabe que Dilma significa que as conquistas do governo Lula serão mantidas e o Brasil vai avançar. A campanha serrista está num verdadeiro “beco sem saída”.
Tudo isso ficou claro no programa eleitoral. De um lado, propostas concretas de avanço em todas as áreas. Do outro, um programa sem carisma, sem apelo. Escondendo FHC e as privatizações.

Só resta a eles fabricarem crises, falsas denúncias e factóides. Neste momento, nossa atenção e esforços devem ser redobrados.

Fonte: Blog do Renato Rabelo 
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