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Arquivo do mês: junho 2010

Agora com decisão, para a vitória!

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Osmar Dias: perspectivas reais de vitória

Osmar Dias será o candidato dos partidos da base de apoio e sustentação do presidente Lula no Paraná, o que fortalece a campanha presidencial de Dilma Rousseff(PT) na região sul do país. PT, PDT, PMDB, PCdoB, PRB e PSC formarão no estado o palanque único de Dilma.  A decisão de Osmar Dias confirma uma lógica política baseada nos êxitos econômicos e sociais do governo de Lula, no amplo respaldo popular do presidente e de uma sólida aliança de partidos. Além disso, nas últimas pesquisas eleitorais a candidata Dilma Roussef ultrapassou José Serra(PSDB), abrindo uma importante vantagem na fase de largada da campanha.

A rota estava traçada, no entanto, o quadro era pertubado por diversos fatores de ordem política, incluindo elementos de subjetividade, porém prevaleceu a maturidade política e os compromissos com as conquistas obtidas pelas políticas públicas e programas de governo executados nos últimos anos, que asseguraram significativos avanços para a população.

A aliança formada vai para a disputa com um poderoso arsenal político. Soma a estrutura de grandes partidos, uma legião de vereadores e prefeitos, a maioria das bancadas de deputados estaduais e federais. Reune o apoio político do governo estadual e do federal. Para a disputa do Senado, a aliança conta com os nomes de Gleisi Hoffmann(PT) e do ex-governador Roberto Requião(PMDB). Ou seja, em torno de Osmar Dias foi formado um bloco político robusto e com forte musculatura eleitoral, criando as condições de vitória eleitoral no pleito de outubro.

Portanto, o cenário político no Paraná é alvissareiro para as forças progressistas e democráticas. O mantra agora é: Vamos a vitória com Osmar Dias.

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Galvão, pássaro em extinção

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Lucas Mendes em ilustração de Baptistão.

Lucas Mendes*

O vírus da Copa chegou aqui. Talvez vá embora junto com a seleção americana, mas as torcida gringa hoje não fica nada a dever a qualquer outra em paixão, berro e Twitter. Quem abriu a janela na hora do gol contra a Argélia ouviu milhões de gritos de GOOOLLLLL. Imaginem se tivessem um Galvão na narração. E se fosse da Argélia? Quantos teriam pulado?

O principal narrador dos jogos da ESPN é o inglês Martin Tyler, que já ganhou o prêmio de Narrador da Década e foi contratado para narrar vários jogos na África do Sul. A rede ABC, na última Copa, colocou um narrador de beisebol na final de 2006. Não agradou.

Martin Tyler é uma destas enciclopédias de futebol que nos seus programas desafia os ouvintes a testar seus conhecimentos sobre o esporte. Formou-se em ciências sociais e hieróglifos, jogou no time da faculdade e depois foi centro-avante no time de uma liga amadora.

Um convite da London Week End Television tirou a carreira dele de dentro para as margens do gramado, mas, depois, voltou como técnico, e hoje tem uma carreira paralela como assistente do time Kingstonian na Isthmian League Premier Division.

O gol do Martin Tyler não tem ponto de exclamação. Sua narração do gol de Elano, por exemplo: “ Elano Elano…. Que gol”. Às vezes se entusiasma e põe um ponto de interrogação: “Você pode acreditar?”.

Antes do Galvão ficar tão rico, famoso e vociferante, naquelas copas dos 80, eu me encontrei várias vezes com ele, algumas para um drinque no quarto que dividia com o “Aleijado”, como chamava seu companheiro Reginaldo Leme.

Se não me engano era um apelido mútuo. Na mesa, Galvão era um gozador e bom contador de histórias, mas seu ego ainda não inspirava campanhas.

E quem garante que ego e exclamação atrapalham uma narração? O de Martin Tyler nao é famoso pelo tamanho, mas perto do maior narrador de esportes nos últimos cinquenta anos nos Estados Unidos, o ego do Galvão é pequeno e delicado como um beija-flor.

O Homem Ego era Howard Cosell, judeu crescido no Brooklyn onde corria de gangues católicas. Foi aluno brilhante de literatura inglesa na New York University e se formou em direito para agradar o pai, um contador. Teve clientes importantes entre atletas e atores, mas era infeliz. A paixão dele era esporte e se dispôs a trabalhar de graça na rede ABC. Enriqueceu.

Um polivalente, filosofava durante o jogo, ia fundo. Entendia de tudo, mas durante anos sua preferência foi pelo boxe, onde seu ego e o de Muhamad Ali batiam de frente. Se adoravam. Howard não só gostava de Ali como botou aquele bocão no mundo quando o lutador foi para a cadeia por se recusar a servir o Exército. Recebeu centenas de ameaças de morte de racistas.

O estilo dele revolucionou a narração esportiva pela profundidade da análise, pela coragem de criticar e discordar de comentários de colegas no ar. Tinha um sotaque nasal carregado de Brooklyn e falava com uma cadência lenta que prendia o ouvinte.

Até o que ele não disse tinha impacto e virou lenda. Durante a transmissão de um jogo dos Yankees, uma escola vazia pegou fogo perto do estádio. Na década de 70, Nova York atravessava uma recessão brutal e o Bronx se tornara símbolo da decadência não só da cidade como do capitalismo. Durante o jogo a câmera mostrou o incêndio e Howard Cosell disse: “Senhoras e senhores, o Bronx está em chamas”. O país teria ficado assombrando, mas videotapes mostram que Howard nunca disse a frase.

Denunciou a violência e a corrupção no boxe. Numa narração ficou tão indignado com um juiz que não interrompeu um massacre, que parou de narrar lutas profissionais. Por causa dele, as lutas hoje tem 12 em vez de 15 assaltos e, mais importante, o juiz passou a ter o direito de suspender uma luta se um dos boxeadores está sendo destruído.

Cossel foi peça-chave no sucesso na ABC quando a rede decidiu colocar futebol segunda-feira à noite para competir no horário nobre, uma decisão, além de arriscada, inédita e até hoje campeã de audiência. Mas ele deu uma banana para o futebol quando achou que o esporte estava entendiante e estagnado.

Teve um programa chamado Falando de Esporte e outro Falando Sobre Tudo, mas depois da morte da mulher, em 1990, com quem foi casado 46 anos, se encavernou e calou a boca.

Aqui sinto falta das narrações do Galvão. Deixem o pássaro botar a boca no mundo! Está ameaçado de extinção.

*Jornalista, colunista  BBC Brasil

Momentos de decisão

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Reproduzo no Blog artigo da pré-candidata ao Senado pelo PT Gleisi Hoffimann*

Estou em Brasília, em conversas políticas sobre coligações. Esse é um momento importante de decisão das alianças partidárias que vão definir os rumos das eleições deste ano. É um momento importante também, porque o PT não é mais um partido pequeno, é um partido que governa o País junto com o presidente Lula e deve eleger a próxima presidente do Brasil. É um partido que muito nos orgulha e é preferência nacional. Nós queremos continuar o projeto encabeçado pelo presidente Lula. Conseguimos quebrar preconceitos ao eleger o primeiro operário para governar o País e agora teremos o desafio de eleger uma mulher.

Vale lembrar que a maior transformação da nossa sociedade, no último século, veio pelas mãos das mulheres. Uma revolução silenciosa, que mudou costumes, condutas, transformou o mercado de trabalho. Hoje temos influência considerável no comércio e na produção, saímos da periferia social para nos transformarmos em economistas, enfermeiras, médicas, educadoras, agentes de saúde. A participação da mulher na política também é importante e o PT é um partido que sempre estimulou isso. A política precisa de um olhar feminino para continuar as transformações iniciadas no Governo Lula. Queremos políticas voltadas para as famílias, para as crianças, para os jovens. A Dilma é uma mulher competente, determinada.

Muitas coisas aconteceram no País em menos de oito anos: reduzimos a desigualdade social, retirando milhões de brasileiros da linha de pobreza, temos o Bolsa Família, o PAC, o programa Minha Casa, Minha Vida, o Pré-Sal. Implantamos a política para as mulheres, conseguimos o aumento real do salário mínimo e os investimentos em educação triplicaram. Não podemos parar e muito menos regredir. Hoje, o Brasil é uma nação muito mais forte, mais democrática, mais humana, mais justa, orgulhosa de si mesma. É essa a grande responsabilidade que nós temos, é esse nosso grande desafio: continuar avançando, continuar a melhorar a vida do povo brasileiro. Queremos e precisamos que o Brasil de Lula continue, mas agora um Brasil com coração e alma de mulher.

*É dirigente do PT e pré-candidata ao Senado

Nem decisão, nem indefinição!

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O quadro eleitoral no Paraná continua sem uma decisão final no tocante às candidaturas para o governo do Estado e Senado. Digo sem decisão, porém sem indefinição. Em primeiro lugar, porque temos um nome que é aceito por todas as legendas da atual  base de apoio do presidente Lula e que já definiram seu apoio a candidata Dilma Rousseff. Trata-se do senador Osmar Dias(PDT).  Portanto, há um nome, e um conjunto de partidos dispostos a apoiá-lo: PT, PDT, PMDB, PR, PCdoB, PSC e PRB. Em segundo lugar, temos dois nomes fortes para a disputa do Senado: Gleisi Hoffmann(PT) e Requião(PMDB), unificando os objetivos e projetos das maiores legendas da virtual aliança.

Terceiro, o atual governador do estado Orlando Pessuti(PMDB) já manifestou que abriu mão da disputa, e seu partido na convenção de domingo decidiu pela tentativa da aliança, pleito das bancadas de deputados(federal e estadual) e do candidato ao Senado, o ex-governador Requião. Ou seja, com todo esse cenário depende a conclusão do processo da atitude de Osmar Dias, da sua disposição e vontade de enfrentar o tucanato. O factóide do lançamento de Álvaro Dias, para compor a chapa de Serra, na condição de candidato a vice-presidente, tem por objetivo deslocar a pretensão do Dem de ocupar essa posição no plano nacional.  Serra sabe através de pesquisas o peso negativo que  o Dem agrega para a sua campanha. No entanto, o vazamento da manobra aticou a ira do aliado e fragilizou mais ainda a campanha da coligação demotucana.

Nós continuaremos insistindo no mantra: o palanque unificado abre caminho para uma vitória no plano estadual – eleição para o governo do estado, a possibilidade da eleição de 2 senadores, e a conquista de uma numerosa bancada de deputados estaduais e federais. Até agora ninguém abriu mão das suas pretensões e projetos eleitorais. O próprio Osmar Dias continua afirmando que é candidato ao governo, os partidos aliados deixaram as suas decisões em aberto, e há um curso político real e objetivo que nos empurra para a formatação da grande aliança.

Abrir mão desse caminho e entregar de bandeja o governo do estado para a oposição e cairmos no salve-se quem puder!

Bilionários ficaram mais ricos em 2009

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Os 0,15% mais ricos do planeta ganharam mais 18,9% em 2009 - Bolsa de Nova Iorque, foto da Lusa (arquivo)

Os 0,15% mais ricos do planeta ganharam mais 18,9% em 2009 – Bolsa de Nova Iorque, (foto da Lusa)

O banco Merril Lynch e a consulta francesa Capgemini publicaram o 14º relatório sobre a riqueza mundial, com os dados de 2009.

Segundo esse relatório, o número de pessoas que tem mais de um milhão de dólares em activos de investimento aumentou 17,1% em 2009. São dez milhões de pessoas, cerca de 0,15% da população mundial, cujas fortunas aumentaram 18,9% em 2009 para 39 biliões de dólares. Em 2007 o montante global era de 40,7 biliões de dólares e em 2008 de 32,8 biliões de dólares.

Segundo Nick Tucker, director do Merrill Lynch, “enquanto que em 2008 houve um declive económico sem precedentes, em 2009 já se avistaram sinais de recuperação e algumas áreas do mundo regressaram aos níveis de 2007”.

De acordo com Tucker, a área onde os índices de riqueza mais cresceram em 2009 foi a Ásia Pacífico. A população mais rica desta região aumentou 25% em número e as suas fortunas cresceram 30,9%. Na América Latina a população mais rica aumentou 8,3% e a sua riqueza subiu 15% em 2009.

A maior concentração de população rica está, no entanto, em três países (Estados Unidos, Japão e Alemanha) que detêm 53,5% das maiores fortunas mundiais. Só nos Estados Unidos encontram-se 31% das maiores riquezas mundiais.

Fonte: EsquerdaNet

Eles acreditavam

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 Por Daniel Gallas*

Os sul-africanos acreditaram hoje que se classificariam para a próxima fase. Antes da Copa do Mundo, a nação usava a camisa verde-amarela dos Bafana com o orgulho de apoiar o país, mas na verdade muitos desconfiavam que esse time não iria muito longe na competição.

Mas quando a Copa do Mundo começou, tudo mudou, e os sul-africanos ganharam confiança. Na partida de estreia, o belo gol de Tshabalala fez muito para conquistar o apoio dos torcedores mais céticos.

A expectativa por um bom resultado era enorme na semana passada, mas o Uruguai estragou a festa. A vitória do México sobre a França na noite seguinte foi outro golpe duro na nação Bafana.

Mas após uma semana de estranhas notícias no lado francês e de algumas zebras na Copa, os sul-africanos passaram a confiar novamente. A França passou de a mais temida no grupo para o saco de pancadas. Com a demissão do chefe da delegação, a briga dos jogadores com o técnico, a saída de Anelka, uma vitória sul-africana não parecia tão improvável.

Pela manhã, a nação novamente vestiu o verde-amarelo. E à tarde, quando muitos voltavam para a casa, o país explodiu em uma festa de buzinas e vuvuzelas a cada gol sul-africano. Mas a cada minuto que passava, as esperanças sumiam.

A noite desta terça-feira era para ser a da festa da classificação milagrosa sul-africana, mas transformou-se em mais uma silenciosa noite de inverno. Já é possível perceber menos bandeiras pelas ruas e certamente algumas dezenas de vuvuzelas já foram aposentadas. Nesta terça-feira, a África do Sul está com alguns decibéis a menos.

É uma pena que a única vitória sul-africana nesta Copa tenha sido na última partida, justamente quando já não adiantava mais nada e não se poderia mais comemorar. O país que sedia a maior festa do futebol mundial ainda não sabe o que é festejar uma vitória.

*BBC Brasil

Reino Unido congela salários e aumenta idade da reforma

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Artigo | 22 Junho, 2010 – 14:57

London Tower Bridge - Foto de Alfonso Jiménez / Flickr

O novo governo do Reino Unido, liderado por David Cameron, anunciou hoje duras medidas como proposta de Orçamento rectificativo para este ano e as grandes linhas da política orçamental até ao horizonte de 2015. O ministro das finanças, George Osborne, afirmou que o governo vai congelar os salários dos funcionários públicos durante os próximos dois anos e cortar em cerca de 25% os gastos sociais, com excepção da saúde. O valor do abono de família, por exemplo, será congelado nos próximos três anos.

Outras medidas emblemáticas são a antecipação da subida da idade da reforma para 66 anos, e a redução os benefícios fiscais para famílias com rendimentos anuais superiores a 40 mil libras. A taxa normal do IVA também aumenta já no dia 4 de Janeiro, passando de 17,5 para 20%. O exercício fiscal de 2011 também terá uma taxa nas contas do sector financeiro.

A proposta de “emagrecimento” do Estado, conduzida pela aliança de direita no Reino Unido, espera conseguir um corte na despesa pública da ordem das 30 mil milhões de libras por ano até 2015. Em “contrapartida” o governo propõe uma redução nos impostos sobre os lucros das empresas, que durante os próximos quatro anos vão descer em um ponto percentual, até atingir os 24%.

Georde Osborne considerou este um “Orçamento inevitável” e para o qual “todos serão chamados a contribuir”. O novo ministro das finanças já espera um crescimento da economia britânica para o próximo ano inferior ao que até então se projectava, 2,3% contra os estimados 2,6%.

Fonte: Esquerda. Net

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