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Arquivo do mês: maio 2010

Gleisi é “a chapa-quente” para o Senado

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Lutando por causas justas, frente a presidência do PT por Gleisi Hoffmann

Gleisi: renovação e avanço

No último sábado(29) ocorreu em Curitiba, o Congresso Estadual da União da Juventude Socilaista – UJS, cerca de trezentos jovens debateram a necessidade de mais políticas públicas para a juventude e a participação consciente dos jovens nas eleições de outubro. A UJS tem se destacado também na mobilização do movimento dos Caça-Fantasmas, que exige o fim da corrupção na Assembleia Legislativa do Paraná.

Na abertura do evento, que contou com a presença de várias lideranças políticas e de movimentos sociais, entre elas a da pré-candidata do PT ao Senado Gleisi Hoffmann, um fato chamou a atenção de todos, além da acolhida simpática dos jovens à candidata. Gleisi foi recebida  por uma palavra-de-ordem  pelos jovens, que com humor e irreverência, entoavam: “sai,sai, sai da frente, Gleisi para o Senado é a chapa-quente”.

A manifestação carinhosa dos jovens expressa, certamente, o apelo e a força da candidatura, aliás a única efetivamente lançada, que significa a perspectiva de mudança na representação do estado no Senado da República. E uma mudança qualificada, sintonizada com as conquistas e os avanços econômicos e sociais do governo do presidente Lula. Além disso, Gleisi reune as condições de amplo respaldo político e  o apoio de um vasto conjunto de segmentos organizados da sociedade civil, de representações de trabalhadores até o empresariado.

No pleito passado, a candidata despontou e quase chegou lá, faltou pouco – mas saiu da eleição como uma novidade política e consolidou uma imagem de renovação, uma liderança em ascensão. Hoje, bem situada nas pesquisas de intenção de voto, é o nome que melhor expressa a  renovação e representa a necessidade de assegurar, ao lado de Dilma Rousseff, a continuidade e o avanço das conquistas obtidas na gestão exitosa de Lula.

O Paraná merece uma representação mais ajustada com os novos tempos do Brasil: de protagonismo internacional crescente, de políticas permanentes de eliminação das desigualdades sociais e de uma maior participação democrática da sociedade nos rumos do país. São legados já consagrados, marcas já históricas do governo de Lula, e Gleisi, não só tem identificação com esse legado, como compromisso para seguir adiante com novas e mais profundas conquistas para o povo do Paraná e do Brasil. Portanto, para o Senado ela é a chapa-quente.

Resultado da privatização das ferrovias: roubo do patrimônio público

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Elo emocional reforça avaliação de Lula

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KENNEDY ALENCAR*
COLUNISTA DA FOLHA.COM

O Datafolha mostrou em sua pesquisa mais recente que a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu índice de 76% de ótimo, 19% de regular e apenas 5% de ruim péssimo. É o presidente mais bem avaliado desde quando o Datafolha faz esse tipo de levantamento.

Quais são as razões para um presidente obter percentual tão alto?

Obviamente, uma parte da população acredita que o presidente faz um bom governo. Como isso é medido? Basicamente, o cidadão acha que a vida dele está melhor do que antes e atribui isso ou parte disso à administração de plantão.

Alguns pesquisadores elaboraram teses e avaliações sobre certo grau subjetivo de avaliação. Ou seja, não apenas a sensação de melhora, que o cidadão mede com emprego, salário, mais dinheiro no bolso, menor inflação etc. Haveria um dado emocional: o cidadão gosta do presidente que tem.

Essa avaliação subjetiva turbinaria a popularidade de Lula. Não haveria satisfação apenas em relação ao governo, mas também no que se refere à figura do presidente. Lula tem um elo emocional com a maioria da população.

Uma parcela se orgulha de um homem que nasceu pobre, venceu obstáculos e fez um governo de respeito. Outra parte gosta de ver Lula ser respeitado internacionalmente. Seria algo, dizem pesquisadores, como um reconhecimento de que o país do futuro é agora. Tem gente que se identifica com a retórica popular do petista. E por aí vai…

Resumindo, existem dados objetivos e subjetivos a justificar uma avaliação recorde. Com seus acertos e erros, Lula está na galeria de nossos maiores líderes políticos. Essa percepção será uma sombra sobre o próximo eleito, seja ele ou seja ela.

Desmame

De vez em quando, Lula embarga a voz ao falar que está no seu último ano de governo. Tem sido uma despedida emocional. Não será fácil para o presidente o dia seguinte. Quando deixar o poder, o desmame, digamos assim, tenderá a ser difícil.

*Artigo publicado no dia 30/5

Irã: Quem atira a primeira pedra?

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Frei Betto*

O presidente Lula empreendeu uma delicada operação diplomática para evitar que o Irã utilize a energia nuclear para fins bélicos. As nações mais poderosas do mundo, capitaneadas pelos EUA, logo expressaram sua indignação e discordância: como um “paiseco” como o Brasil ousa querer ditar regras na política internacional?

Marx, Reich e Erich Fromm já nos haviam prevenido que preconceito de classe costuma ser um tabu arraigado. Como alguém que nasceu na cozinha tem o direito de ocupar a sala de jantar?

Pelo critério de George Bush, lamentavelmente preservado por Obama, o Irã faz parte das nações que integram o “eixo do mal”. Não morro de amores pela terra dos aiatolás, considero o governo iraniano uma autocracia fundamentalista e discordo do modo patriarcal que o Irã trata as suas mulheres, como seres de segunda classe. Diga-se de passagem, assim também faz o Vaticano, razão pela qual as mulheres são impedidas de acesso ao sacerdócio.

Mas não custa questionar o cinismo dos senhores do mundo com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU: por que Israel tem o direito de possuir arsenal nuclear e o Irã não? Ele jogaria uma bomba nuclear sobre outras nações? Ora, isso os EUA já fez, em 1945, sacrificando milhares de vidas inocentes em Hiroshima e Nagasaki.

O Irã desencadearia uma guerra mundial? Ora, o Ocidente civilizado já promoveu duas, a segunda vitimando 50 milhões de pessoas. O nazismo e o fascismo surgiram no Oriente? Todos sabemos: foram criação diabólicas de dois países considerados altamente civilizados, Alemanha e Itália.

Os árabes, ao longo de 800 anos, ocuparam a Península Ibérica. Deixaram um lastro de cultura e arte. A Europa ocupou e saqueou a África e a Ásia, e o lastro é de miséria, mortandade e extorsão. O Irã é uma ditadura? Quantas não foram implantadas na América Latina pela Casa Branca? Inclusive a do Brasil, que durou 21 anos (1964-1985). Há pouco a Casa Branca apoiou o golpe militar que derrubou o governo democrático de Honduras.

Fortalecido belicamente o Irã poderia ocupar países vizinhos? E o que dizer da ocupação usamericana de Porto Rico, desde 1898, e agora do Iraque e do Afeganistão? E com que direito os EUA mantêm uma base naval, transformada em cárcere clandestino de supostos terroristas, em Guantánamo, território cubano?

Respaldado em que lei internacional os EUA implantaram 700 bases militares em países estrangeiros? Só na Itália existem 14. Na Colômbia, 5. E quantas bases militares estrangeiras há nos EUA?

Há que admitir: o Irã não está preparado para se integrar no seio das nações civilizadas… Nações que financiam, pelo consumo, os cartéis das drogas, tratam imigrantes estrangeiros como escória da humanidade, fazem do consumismo o ideal de vida.

E convém lembrar: fundamentalismo não é apenas uma síndrome religiosa. É, sobretudo, uma enfermidade ideológica, que nos induz a acreditar que o capitalismo é eterno, fora do mercado não há salvação e a desigualdade social é tão natural quanto o inverno e o verão.

Lula candidato era discriminado pelo elitismo brasileiro por não dominar idiomas estrangeiros. Surpreendeu a todos por falar a linguagem dos pobres e revelar-se exímio negociador em questões internacionais.

Sem o apoio do Brasil não avançaria essa primavera democrática que, hoje, semeia esperança de tempos melhores em toda a América Latina. Os eleitores dão as costas às velhas oligarquias políticas e escolhem governantes progressistas.

Essa nova geopolítica latino-americana, que oficializará em 2011 a União das Nações Latino-Americanas e Caribenhas, certamente preocupa Washington. A crise financeira bate as portas das nações mais poderosas do mundo e a Europa entra num período de recessão. O livre mercado, o Estado mínimo, a moeda única (euro), a ciranda especulativa, mergulham numa crise sem precedentes.

Tudo indica que, daqui pra frente, o mundo será diferente. Se melhor ou pior, depende do resultado do embate entre duas forças contrárias: os que pensam a partir do próprio umbigo, interessados apenas em obter fortunas, e os que buscam um projeto alternativo de sociedade, menos desigual e mais humano. É a antiética em confronto com a ética.

*Frei Betto é escritor, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros.

Artigo reproduzido do Brasil de Fato

Brasil-Irã:um acordo e seis verdades

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Por Jose Luís Fiore*

Na terça feira, 18 de maio de 2010, foi assinado o acordo nuclear entre o Brasil, a Turquia e o Irã, que dispensa maiores apresentações. E, como é sabido, 48 horas depois da assinatura, os Estados Unidos propuseram ao Conselho de Segurança da ONU uma nova rodada de sanções contra o Irã, junto com Inglaterra, França e Alemanha, e com o apoio discreto da China e da Rússia. Apesar da rapidez dos acontecimentos, já é possível decantar algumas verdades no meio da confusão:

1. A iniciativa diplomática do Brasil e da Turquia não foi uma “rebelião da periferia”, nem foi um desafio aberto ao poder norte-americano. Neste momento, os dois países são membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU e, desde o início, contaram com o apoio e o estímulo de todos os seus cinco membros permanentes. Além disto, a diplomacia brasileira e turca manteve contato permanente com os governos destes países durante todo o processo das negociações. A Turquia pertence à Otan e abriga em seu território armas atômicas norte-americanas. A Secretária de Estado norte-americana declarou, na véspera do acordo. que se tratava da “última esperança” de solucionar de forma diplomática a “questão nuclear iraniana”. E, duas semanas antes da assinatura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu carta de estímulo do próprio presidente Barack Obama.

2. O que provocou surpresa e irritação em alguns setores, portanto, não foram as negociações, nem os termos do acordo final, que já eram conhecidos. Foi o sucesso do presidente brasileiro, que todos consideravam impossível ou muito improvável. Sua mediação viabilizou o acordo, e ao mesmo tempo descalçou a proposta de sanções articulada pelo Departamento de Estado norte-americano depois de sucessivas concessões à Rússia e à China. E, além disto, criou uma nova realidade que agora já escapou ao controle dos EUA e seus aliados, e também do Brasil e da Turquia.

3. A reação norte-americana contra o acordo foi rápida e ágil, mas o preço que os EUA pagarão pela sua posição contra esta iniciativa pacifista será muito alto. Perdem autoridade moral dentro da ONU e perdem credibilidade entre os aliados do Oriente Médio – com a exceção de Israel, por razões óbvias. E agora, aconteça o que acontecer, o Brasil e a Turquia serão uma referência ética e pacifista em todos os desdobramentos futuros.

4. Existe consenso de que a estrutura de governança mundial estabelecida depois da Segunda Guerra Mundial e reformulada depois do fim da Guerra Fria não corresponde mais à configuração do poder mundial. Está em curso uma mudança na distribuição dos recursos do poder global, mas não se trata de um processo automático, e ela dependerá muito da capacidade estratégica e da ousadia dos governos envolvidos neste processo de transformação. O Oriente Médio faz parte da zona de segurança e interesse imediato da Turquia. Mas, no caso do Brasil, foi a primeira vez que interveio numa negociação longe de sua zona imediata de interesse regional, envolvendo uma agenda nuclear, e todas as grandes potências do mundo. A mensagem foi clara: o Brasil quer ser uma potencia global e usará sua influencia para ajudar a moldar o mundo além de suas fronteiras. E o sucesso do acordo já consagrou uma nova posição de autonomia do Brasil, com relação aos EUA, Inglaterra e França, e também, com relação aos países dos BRIC (com Rússia, Índia e China).

5. O acordo continuará sendo a melhor chance para prevenir um conflito militar em todo o Oriente Médio. As sanções em discussão são fracas, já foram diluídas, não são totalmente obrigatórias, e não atingirão a capacidade de resistência iraniana. Pelo contrário, se foram aprovadas e aplicadas, liberarão automaticamente o governo do Irã de qualquer controle ou restrição, diminuirão o controle norte-americana e da Aiea e acelerarão o programa nuclear iraniano, e aumentarão a probabilidade de um ataque israelense. Porque os EUA já estão envolvidos em duas guerras, e não é provável que a Otan assuma diretamente esta nova frente de batalha, a despeito do antiislamismo militante, dos atuais governos de direita de Alemanha, França e Itália.

6. Por fim, o jornal O Globo foi quem acertou em cheio ao prever – com perfeita lucidez -, na véspera do acordo, que o sucesso da mediação do presidente Lula com o Irã projetaria o Brasil definitivamente no cenário mundial. Isso de fato aconteceu, estabelecendo uma descontinuidade definitiva com relação à política externa do governo FHC, que foi, ao mesmo tempo, provinciana e deslumbrada, submissa aos juízos e decisões estratégicas das grandes potências.

* Artigo publicado no Portal Opera Mundi

Oposição mantém rejeição a reforma das aposentadorias na França

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Por Mireya Ortiz Bécquer*

Os partidos de esquerda na oposição na França mantêm hoje sua rejeição à reforma à idade mínima de aposentadoria, depois de protestos e greves que perturbaram a véspera o transporte e o curso escolar.  O líder do Partido de Esquerda, o senador Jean Luc Melenchon, declarou à imprensa que no meio da crise econômica mundial e com o crescimento significativo do desemprego, é uma ofensa se propor mudanças dessa índole.

A idade atual de retiros na França é de 60 anos, mas o presidente da República, Nicolás Sarkozy, impulsiona uma reforma para estendê-la a 61 ou 62, depois de fracassar na ideia de elevá-la até 65.Igualmente, aspira a subir a 41 anos a obrigação de contribuir ao fundo de pensões mediante a cotação.

Não é possível aceitar com os braços cruzados tais pretensões, que voltam a tocar às classes mais débis e tentar desmontar todas as conquistas sociais atingidas com longas lutas, opinou uma das figuras sindicais do país.

Bernard Thiabult, máximo dirigente da Confederación Geral de Trabalhadores (CGT) da França, sublinhou que os protestos seguirão,porque são a única forma de pressionar ao Governo e lhe fazer mudar de ideia.

A secretária geral do Partido Comunista, Marie George Buffet, assinalou que a administração de Sarkozy mantém ouvidos surdos e não é capaz de negociar com os grêmios e organizações políticas iniciativas mais coerentes.

Sarkozy reiterou nestes dias que o incremento das expectativas de vida da população faz perentoria a reforma, relativamente menor se se compara com os ares de austeridad que dominam a parte da Europa na atualidade.

A maioria dos sindicatos sublinha que o déficit do orçamento para pensões se pode deduzir se se incrementassem as cotações mensais dos trabalhadores.


Fonte: Prensa Latina

Lula critica leniência com paraísos fiscais e defende diálogo com Irã

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O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan 
Erdogan também participou da abertura do encontro com Lula

Em um discurso nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o diálogo com o Irã e criticou a postura dos países ricos, acusando-os de ser lenientes em relação aos paraísos fiscais.

Falando na abertura do 3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, promovido pelas Nações Unidas no Rio de Janeiro, Lula também disse que alguns países não assumem o ônus da crise econômica mundial e, nesse cenário, insistem em adotar medidas protecionistas.

“Incapazes de assumir os seus próprios erros, alguns governantes buscam transferir o ônus da crise para os mais fracos. Adotam medidas protecionistas que oneram bens e serviços exportados para países em desenvolvimento. Ao mesmo tempo em que se mostram lenientes com os paraísos fiscais, responsabilizam imigrantes pela crise social”, disse Lula.

Em relação ao acordo nuclear fechado com o Irã no último dia 17 com mediação do Brasil e da Turquia, o presidente disse que buscou no país persa “uma solução negociada para um conflito que ameaça muito mais do que a estabilidade de uma região importante do planeta”.

“O mundo precisa do Oriente Médio em paz, e o Brasil não está alheio a essa necessidade.”

Armas nucleares

“O Brasil aposta no entendimento que faz calar as armas. Investe na esperança, que supera o medo. Posições inflexíveis só ajudam a confrontação e afastam a possibilidade de soluções de paz”, disse Lula.

Os Estados Unidos e outros países ocidentais acusam o governo iraniano de usar seu programa nuclear como fachada para a fabricação de armas atômicas, alegação negada por Teerã.

Lula ressaltou que o Irã vem cumprindo os prazos ditados pelo acordo medida por Brasil e Turquia e pediu para que a agência nuclear da ONU, que recebeu detalhes da negociação, mostre “bom senso e compreenda o momento político” na hora de analisar a situação.

O presidente aproveitou para criticar a existência de arsenais nucleares, afirmando que essas armas aumentam a insegurança no mundo, além de serem “ultrapassadas e obsoletas”.

“Defendemos um planeta livre de armas nucleares. E o pleno cumprimento, por todos os países, das determinações do Tratado de Não-Proliferação (TNP). Acreditamos que a energia nuclear deve ser um instrumento para a promoção do desenvolvimento, não uma ameaça.”

A declaração coincidiu com o último dia de uma conferência em Nova York que, durante este mês, buscou um acordo mundial sobre uma revisão do TNP, do qual o Brasil é signatário.

ONU

Lula discursou na abertura do evento, que contou com a participação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, do primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e do presidente da Bolívia, Evo Morales,

Os novos comentários do presidente sobre o Irã foram feitos em um momento em que os Estados Unidos pressionam o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para aprovar uma quarta rodada de sanções contra o Irã por conta de seu programa nuclear.

Na quinta-feira, Lula e o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, classificaram as críticas ao acordo fechado com o Irã como “truculência” e “inveja”.

Fonte: BBC Brasil

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